COMUNIDADE MISSIONÁRIA ESPERANÇA

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sexta-feira, 14 de março de 2014


Devemos conhecer Deus como Ele É e não como queremos.
Ao ler a matéria sobre “Uma visão correta de Deus” no site “O arauto da Sua Vinda” de Richard Owen Roberts, eu me encontrei com uma realidade vivida inclusive no ministério onde pastoreio, sobre os cristãos que não conhecem Deus como deveriam e por isso vivem em perigo de viverem desobedecendo a Deus e assim morrerem sem a salvação que tanto buscavam e alguns até pensavam que já haviam conquistado.
No começo da pregação de Richard Owen, ele já entra no assunto sobre a visão errada que muitos tem de Deus:
“Existe uma relação muito forte entre o que alguém pensa de Deus, o que pensa de si mesmo, o que pensa do pecado e o que pensa da salvação.
Muitos toleram uma visão de Deus que é incrivelmente inferior à revelação que ele nos dá de si mesmo nas Escrituras Sagradas. Deus se descreve na Bíblia usando expressões tais como: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14); “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6); “Eu sou santo” (1 Pe 1.16); “Porventura não encho eu os céus e a terra?” (Jr 23.24);“Farei toda a minha vontade” (Is 46.10); “Eu me livrarei dos meus adversários” (Is 1.24); e “Conheço as tuas obras” (Ap 2.2).
Deus nunca se retrata como alguém que é tolerante ou “mole” em relação ao pecado, ou que continua amando perpetuamente pecadores não arrependidos. (Grifo meu)
Ele não se compara favoravelmente com o homem, mas insiste que, de incontáveis maneiras, os pensamentos e caminhos dele são superiores aos nossos.
Não vemos indicações nas Escrituras de que Deus precise do homem (no sentido essencial de existência ou carência sentimental), porém há ênfase abundante na nossa necessidade dele. Ele não se ajusta ao nosso estilo de vida, mas exige que conformemos os nossos caminhos ao seu caráter. Em contraste com o pensamento de muitos, Deus não está “evoluindo” num Ser mais amigável, mais “fofinho” ao longo dos séculos; pelo contrário, está tão cheio de indignação justa agora quanto o estava quando enviou o dilúvio sobre a Terra, destruindo a civilização do tempo de Noé, ou quando choveu fogo e enxofre do Céu sobre Sodoma e Gomorra.
O manso e bondoso Jesus é o mesmo Deus que proclamou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”, e perguntou: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23.23,33). Esse mesmo Cristo declarou às cidades de Corazim e Betsaida: “No Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras” (Mt 11.21,22). E advertiu: “Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo” (Mt 11.23,24).
Nunca esqueça: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15)”.
Eu ainda acrescento que muitos não enxergam que Deus não suporta por muito tempo o pecado e a iniquidade que reina na vida de muitos e muitos casos como os descritos acima acontecem nos dias de hoje e, por incrível que pareça, não são percebidos por muitos cristãos como ação direta do Juízo de Deus para essas nações.
Em Ezequiel 29, o Poderoso Yahweh usa o profeta para declarar que o Egito nunca mais seria uma nação poderosa como nos tempos antigos de Moisés e nos versículos 13 a 15, o Senhor e direto ao dizer que: “Ao cabo de quarenta anos ajuntarei os egípcios dentre os povos entre os quais foram espalhados. E restaurarei do cativeiro os egípcios, e os farei voltar à terra de Patros, à sua terra natal; e serão ali um reino humilde; mais humilde se fará do que os outros reinos, e nunca mais se exalçará sobre as nações; e eu os diminuirei, para que não mais dominem sobre as nações.”
Vemos que o Egito hoje passa por uma crise e que o país vive uma revolução com problemas políticos e até pressões externas dos países vizinhos e não tem sequer uma fonte interna de renda e pode cair até em uma crise muito grave para seu futuro.
Deus continua atuante nos nossos dias como foi no passado, pois sabemos que para Deus o tempo e espaço não tem barreiras e que Ele enxerga o passado, presente e futuro ao mesmo tempo, então devemos saber que ao mesmo tempo que Ele exercia Sua justiça, bondade e misericórdia no passado, Ele exerce no presente e futuro sem mudar em nada, “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6). 
Em Hebreus capítulo 3, o escritor dá uma alerta para aqueles que são incrédulos e desobedientes e assim como os israelitas morreram no deserto sem verem a promessa, os que pecam nos dias de hoje também não entraram no Seu repouso e que vão morrer no deserto vs 17-18.

Uma visão correta de si mesmo
O pastor Owen entra em um assunto muito importante para todos nós:
“Toda pessoa que mantiver uma visão de Deus tão elevada quanto aquela que é exposta na Bíblia será obrigada a adotar uma visão proporcionalmente baixa de si mesma. Ninguém pode se considerar grande aos próprios olhos quando seu olhar está focado naquele que é Alto e Sublime, cujo nome é Santo e que é o único que é Grande.
De forma inversa, uma visão degradada de Deus estimula uma visão excessivamente elevada de si mesmo. O problema do orgulho humano jamais será tratado adequadamente – nem haveria motivação para alguém se humilhar – sem que haja uma visão correta do Deus exaltado.
O orgulho gera uma quantidade tão enorme de transgressões e atitudes erradas que é conhecido como “o criador de pecados”. Poderia ser chamado também de “pecado-barreira”, porque é responsável por levantar muros intransponíveis entre pecadores orgulhosos e outros pecadores orgulhosos, entre pecadores orgulhosos e santos humildes e entre pecadores orgulhosos e o próprio Deus.”
Nós vemos isso ocorrer de uma forma normal nos dias de hoje. Quantos cristãos estão tão cheio de seus “pecados orgulhosos” que criticam um ao outro sem qualquer cuidado ou medo de um julgamento do Senhor achando que Deus “os entende, pois conhece o seu coração” desprezando o amor de Deus e Sua misericórdia sobre toda a carne.
Estamos cheios de fariseus no meio evangélico que ao ver cristãos simples quebrarem tradições humanas acusam sem qualquer misericórdia para esses (Mt 9.13; 12.7), preferindo os sacrifícios impostos por seus líderes que são meras ordenanças humanas sem qualquer crescimento espiritual (Cl 2.18-23) e nem perdoam com risco de não serem perdoados por Deus pois o próprio Senhor Jesus disse em Mateus 6.14-15 “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.”

Uma visão correta do pecado 
O pastor Owen ainda acrescenta na sua matéria que “Uma visão elevada de si mesmo inevitavelmente produz uma visão distorcida do pecado. O pecador orgulhoso exige o direito de determinar para si mesmo qual comportamento lhe é aceitável e qual é inaceitável. Seu orgulho o impede de curvar-se diante da definição que Deus dá ao pecado, e sua arrogância lhe dá condições de desprezar as ameaças e advertências divinas.
Como seria de se esperar, sem capacidade de render-se a Deus e aceitar o que ele determina como certo e errado, o pecador orgulhoso não tolera regras escritas como as que encontramos nos Dez Mandamentos e não tem disposição de receber de outro ser humano – seja profeta, sacerdote ou pregador – conselhos sobre o que deve ou não deve fazer.
No seu orgulho, ele desdenha as terríveis consequências do pecado comprovadamente experimentadas em todas as gerações anteriores e traça seu percurso libertino em desrespeito quase total a todas as verdades que homens mais sábios e mais santos de séculos anteriores já demonstraram como válidas.
Já que sua condenação muitas vezes é retardada enquanto ainda termina de encher a medida de seus pecados (1 Ts 2.16), e pelo fato de a ira de Deus ainda não ter caído em plenitude sobre ele, outras pessoas são atraídas aos seus caminhos perniciosos e imitam suas transgressões e iniquidades. Como o orgulho prevalece tanto no mundo quanto na igreja, novas definições de pecado são criadas, e a degradação avança como exército de gafanhotos sobre a Terra.”
No começo do famoso Sermão da montanha, Jesus começa a pregar o que muitos cristãos nos dias de hoje precisam ouvir e viver para não caírem na condenação de Deus.
O Senhor começa dizendo em Mateus 5.3-12 quem são os bem aventurados (só para entender que a expressão tem um significado simples, porém profundo. Bem-aventurado significa FELIZ. Não significa uma felicidade passageira ou fundamentada apenas em estímulos, que se retirados, a destroem. Essa felicidade é fundamentada principalmente em Deus, na obediência à Sua palavra e na fé. Essa obediência e fé gera a ação de Deus no coração, que gera a felicidade, e felicidade essa, capaz de resistir até aos momentos mais difíceis).
Os bem aventurados são:
3 os humildes de espírito e não os que são grandes em sí mesmos;
4 os que choram e não os que zombam ou dão rizadas de seus irmãos;
5 os mansos e não os encrenqueiros;
6 os que têm fome e sede de justiça de Deus e não de sua própria justiça;
7 os misericordiosos e não os acusadores;
8 os limpos de coração e não os de coração cheio de rancor sem perdão para como próximo;
9 os pacificadores e não os que gostam de colocar lenha na fogueira só para ver o fogo queimar tudo o que Jesus faz na igreja;
10 os que são perseguidos por causa da justiça e não os perseguidores por seus próprios julgamentos;
11 sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa e não serem os que perseguem, levantam injurias, mentem e dizem todo o mal contra seus irmãos sem qualquer cuidado com a língua (Tg 3.1-12).
Qual será então a recompensa para esses bem aventurados?
3 porque deles é o reino dos céus.
4 porque eles serão consolados.
5 porque eles herdarão a terra.
6 porque eles serão fartos.
7 porque eles alcançarão misericórdia.
8 porque eles verão a Deus.
9 porque eles serão chamados filhos de Deus.
10 porque deles é o reino dos céus.
12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
Vale a pena ser um bem aventurado porque seremos grandes no Reino de Jesus.

Uma visão correta da salvação
O pastor Owen  agora entra em mais uma visão importante para nós.
“Uma visão distorcida do pecado leva naturalmente a uma visão corrompida da salvação. Se, por definição humana, o pecado é de pouca consequência, então a necessidade de uma salvação do tamanho de Deus é eliminada. Se o pecado é uma questão insignificante, então uma medida pequena de salvação já é considerada suficiente. Tragicamente, há evidência esmagadora de que, para multidões de cristãos professos hoje, sua salvação não passa de um mero “retoque de maquiagem”.
Quando nossa visão de Deus estiver correta, a visão de nós mesmos será tão baixa que reconheceremos que somos absolutamente nada diante dele. Esse senso de nulidade, ao invés de causar desespero, nos impelirá a ansiar por ele com todo o coração. A intensa sensação de distância do Pai que nos criou para si mesmo gerará em nós um anseio por intimidade com ele que nunca será satisfeito com nada menos que uma verdadeira experiência com a sua graça.
Quando a fome e a sede por Deus forem forças predominantes dentro de nós, nenhum preço nos será alto demais para encontrar seu favor e para alcançar proximidade e intimidade com ele. Nessas circunstâncias, jamais ousaremos medir o pecado por nossos próprios padrões ou pelos conceitos independentes dos que estão à nossa volta. O pecado nos será totalmente repugnante, e ansiaremos por libertação com muito mais intensidade do que uma criança paralítica desejaria um novo corpo.
Ninguém que tenha paixão por Deus se contentará com uma religião frouxa, nem encontrará tolerância no coração por qualquer plano de salvação que seja inferior ou diferente daquele que o Deus Todo-poderoso nos proveu.
Diante disso, a nossa maior prioridade atual deve ser um retorno pleno ao Deus da Bíblia inteira.”
Extraído de “Salvation in Full Color” (Salvação em todas as cores), por Richard Owen Roberts. Você encontra parte dessa matéria no site www.oarautodesuavinda.com.br
Saiba que o Espírito Santo está próximo a todo aquele que o busca, fortalecendo, ajudando, lembrando de Sua Palavra, Ele é nosso Consolador, Refugio, habita em nós.
Se humilhe na Sua presença e Ele te exaltará (Tg 4.10), todos os que se humilham na Sua presença será vaso de honra no Seu Reino.
Abandone todo o tipo de orgulho, pecado, torne-se instrumento do Senhor e seja usado pelo Espírito Santo para honra e glória do Senhor Jesus, amém!
Abraços, pastor Adailton Casarino.



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