O livro
de Oséias conta uma situação que ao ler vamos encontrar, por incrível que
pareça, semelhanças com os dias de hoje,
é o que eu sempre digo nas ministrações que o Espírito Santo me traz que assim
com Deus nunca muda, os erros humanos também não, só muda de roupa e de época,
mas as falhas continuam as mesmas, pois o homem é falho e assim como a Israel
na Terra cometeu suas abominações, muitos que representam a Israel Celeste
estão seguindo os mesmos passos. Se eu começar a mostra as semelhanças entre as
duas épocas, você que lê vai lembrar que já leu, ouviu ou viu algo acontecer do
seu lado.
Primeiro: A falsa paz
Oséias em
seu ministério que vai da nomeação dos reis do Reino do Sul, de Judá (Uzias,
Jotão, Acaz e Ezequias), e o rei do Reino do Norte, de Israel ( Jeroboão II),
que reinaram durante o período de sua profecia (1.1), parecia que tudo iria dar
certo para esses reis, havia indicações de sucesso exterior para Israel, a
nação parecia estar seguindo um crescimento espiritual, o povo desse período
regozijava-se na paz, abundância e prosperidade, mas não era o que estava por
vir, pois um desastre anunciado para aquele que se desviasse da Aliança firmada
em Deuteronômio 29 estava se aproximando.
A
anarquia estava aumentando e ela traria o colapso político da nação em alguns
curtos anos. Estamos também vivendo nitidamente com as profecias se cumprindo
sobre a volta de Jesus, não vou aqui me estender sobre escatologia, mas ao ler
algumas passagens da Bíblia (Mt 24-25; 2 Tm 3.1-7 dentre outras), veremos que
Jesus está voltando e com a sua volta virá também a condenação sobre muitos que
passarem pela tribulação e depois o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo.
Deus está
vendo o crescimento do pecado no mundo e não está ficando nada feliz com o que
vê, as nações vizinhas estão completamente entregues a práticas que para Deus
são verdadeira abominações, guerras, mortes, má distribuição das riquezas,
países inteiros passando fome, casamentos ilícitos, proibidos por Deus,
práticas de magia, feitiçaria e muitos outros pecados que Deus abomina, porem o
que vemos é um verdadeiro despreparo da maioria dos cristãos e nem se
preparando para tal acontecimentos, não estão falando sobre isso com outras
pessoas, pelo contrário, o que vemos é uma mistura com as prática do mundo como
na época de Oséias.
Segundo: As condições sociais,
morais e religiosas da época
Oséias
descreve as condições sociais características de seu tempo que se parecem e
muito com o que vivemos nos dias atuais: líderes corruptos, vida familiar
instável, imoralidade generalizada, ódio entre classes e pobreza. Embora as
pessoas continuassem uma forma de adoração, a idolatria era mais e mais aceita
no meio do povo, e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos
caminhos da justiça, o pecado estava entrando no meio da nação de Israel sem
ser identificado, porque estavam se misturando com as outras nações que Deus
disse para não se misturarem e acabavam se acostumando com os usos e costumes
delas trazendo maldição para dentro de casa, não havia amor aos necessitados e
as Leis não eram ensinadas ao ponto de Deus dizer ao profeta o seguinte: “O meu povo foi
destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o
conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote diante de
mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de
teus filhos. Como eles se multiplicaram, assim pecaram contra mim; eu mudarei a
sua honra em vergonha” (Os 4.6-7).
Vivemos
hoje em um tempo semelhante, o povo de Deus tem deixado o pecado entrar no seu
meio sem sequer identificar esse pecado, líderes corruptos, famílias sem
estrutura alguma, a imoralidade anda solta no nosso meio, o povo perece sem
conhecimento da Palavra porque seus líderes não se preocupam em ensiná-los,
vejo o momento em que Jesus vai dizer a mesma coisa para Sua Igreja, pois ela
está se misturando com o mundo, quantas igrejas tem adotado práticas nos seus
cultos parecidas com tipos de adoração de ídolos em seu meio dizendo que foi
revelado para ganhar pessoas para Jesus mas tem desagradado ao Senhor.
No começo do capítulo quatro, o Senhor começa dizendo que tinha uma acusação
contra o povo e que não havia mais benignidade e nem conhecimento de Deus no
seu país (v1) e que só prevalecia era o perjurar (aqueles que abdicam de uma
crença), o mentir, o matar, o furtar, o adultério e os homicídios em cima de
homicídios (v2), como hoje. No nosso meio é difícil encontrar pessoas que não
se preocupam com o próximo, não ajudam mais os necessitados, são poucas as
igrejas que têm uma assistência social, tem faixas nas cidades que dizem “não
dê esmolas” e isso esta sendo adotado por muitos cristãos, mas não é isso o que
o Senhor Jesus diz em Mateus 25.31 a 46, muitos não conhecem essa passagem com
risco de condenação para elas pois Jesus diz que se “ negarmos ajuda a desses
pequenininhos estaríamos negando a Ele e que os que negam correm o risco de
serem lançados para o tormento eterno (vs 45-46).
Terceiro: A proteção vem do
Senhor Sl 59.16-17
Jesus diz
em Mateus 10.8, “de graça recebestes, de graça dai”, mas o que vemos é um culto
de "me dá Senhor” sem pensar em repartir com o próximo, sem pensar em
ajudar os trabalhos que realmente tem ajudado os necessitados.
O povo
pensava que o amor poderia ser comprado (“...mercou Efraim amores”, 8.9), que o
amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados, que
me dão...” 2.5) e que amando objetos sem valor, pudesse conseguir benefícios
positivos (“... Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”, 9.10), o culto
e a adoração ao Senhor se tornaram apenas um meio de tentar conquistar os
favores de Deus. A mente e o coração do povo tinham ficado tão duros e sem
razão, loucos pelas coisas materiais e começaram a adotar práticas e costumes
pagãos para tentar se aproximar de Deus, os sacerdotes adotando a magia e
atitudes místicas ou exotéricas tentando, torcendo a verdade, enganar a Deus e
praticando heresias a um povo que sem entendimento das Leis, da Aliança com
Deus e de Seu caráter, foram levados as essas práticas como ovelhas ao
matadouro.
Só que
esses procedimentos estavam separando eles da comunhão com o Espírito Santo e
da futura obra redentora do seu Filho Jesus Cristo.
Essa
frieza e o problema do pecado estavam até atrapalhando a produção das lavouras,
levando os animais a doenças e até a morte (ver Dt 29.22-23), até os peixes
desapareceram.
Estamos
vivendo de uma sociedade consumista, o trabalho está se tornando prioridade no nosso
meio com desculpas de que “preciso melhorar de vida”, muitos não têm tempo de
orar ou ler a Palavra, pois chega em casa correndo do trabalho, cansado de mais
um dia estressante, estão atrás de objetos sem valor, benefícios positivos,
chegam aos cultos (quando o trabalho dá tempo) e só pedem, pedem, e não dão
nada em troca se esquecendo que a igreja primitiva as pessoas distribuíam seus
pertences com que não tinha segundo suas necessidades (At 4.35-36), mas o que
vemos hoje são cristãos acumulando riquezas para si mesma sendo que o Senhor
virá e para quem vai ficar essas riquezas? Não sou contra você que trabalha
para dar uma vida digna aos seus familiares, mas sim aqueles que buscam a Deus
com propósitos de comprar um carro e coloca ainda os dizeres “propriedade
exclusiva de Jesus” mas nem pensa em dar carona ao seu irmão que vai para a
mesma direção que ele.
A culpa
segundo Deus era porque os sacerdotes não estavam cumprindo o seu papel de
ensinar ao povo a verdadeira adoração e comunhão com Deus e não tendo
referencia de santidade (v4-6), estavam cometendo todo o tipo de abominações
que Deus disse para não cometerem e com certeza o juízo do Senhor seria
derramado se continuassem com tais coisas (Dt 28.15-68).
O povo
estava caindo porque só tinha uma direção, trocaram a Glória de Deus pelos
ídolos, os sacerdotes estavam vibrando de alegria com a prosperidade do povo,
pois viviam dessa prosperidade, se alimentavam disso e não se importavam com os
pecados do povo contando que o povo os sustentasse (v8), pois “se entregaram a
luxuria e deixaram de olhar para Deus” (v10), eram como mercadores que usam
balanças enganosas, e apreciam a extorsão, Efraim orgulha-se e exclama:
“Certamente me enriqueci, adquiri para mim grandes propriedades; não encontrarão
mal nem pecado algum em mim, em todo o meu trabalho (12.7-8), mas por mais que
tinham não se fartavam querendo cada vez mais, estavam perdendo a inteligência
por causa do vinho (que representa a alegria falsa do pecado), da prostituição
e as orgias (v11). Agradavam os líderes políticos e o rei fazendo festas
regadas ao vinho e a prostituição (7.3-5), procuravam as nações vizinhas como a
Assíria e o Egito (8.9), sendo dependentes das alianças políticas não se
importando com a Aliança de Deus que dizia claramente que não se misturassem
com os povos pagãos, pagando a essas nações o que Deus havia gratuitamente prometido,
sua proteção e provisão, Deus havia libertado Israel da escravidão do Egito,
mas eles estavam voltando a serem escravos através dessas alianças, voltando
novamente a serem prisioneiros comendo comida imunda (9.3).
Quantos
líderes de ministérios tem adotado práticas de regressão, de pregação que se
comparam a palestras motivacionais, práticas exotéricas, místicas para atraírem
membros para o crescimento de seus ministérios se tornando verdadeiros clãs
como na época dos patriarcas de Gênesis, com vereadores, prefeitos, deputados
trabalhando para seus benefícios pensando que assim vão ter proteção contra as investidas
de satanás, mas não tem discernimento que seus “peões políticos” tem que fazer
alianças políticas com quem é político espírita, idólatra, exotérico para que
seus projetos avancem e não fiquem parados. Os ministérios desses políticos
fazem verdadeiras festas para vereadores, prefeitos, deputados que só não se
assemelham as da época do profeta Oseias para não escandalizar de vez, mas
fazem como os líderes faziam, tem sua força no número de seus membros pecando
como Davi pecou na contagem de seus soldados atraindo o castigo de Deus contra
seus membros (2 Sm 24.1-25) se esquecendo que Gideão confiou na força do Senhor
e no Seu livramento, obedecendo e cumprindo a Palavra do Senhor destruindo um
exército de milhares de midianitas com 300 homens (Jz 7). Esses líderes têm
verdadeiras fortunas para si cometendo o mesmo pecado de Efraim pensando que
ninguém percebe suas investidas com práticas que parecem verdadeiros pedidos de
ajuda ao próximo mas que na realidade são para pagamento de suas dívidas,
pastores que no começo de seus ministérios pregavam contra determinadas
práticas de arrecadação de ofertas e que hoje fazem a mesma coisa, o que
desagrada a Deus não são o número de cristãos nessas igrejas, pois foi Jesus
mesmo que nos disse para pregarmos a todos (Mt 28.19) e o Apóstolo Pedro em uma
pregação inspirado pelo Espírito Santo ganhou cinco mil pessoas para Jesus (At
4.4), mas o problema era fazer desse
número a sua força ou pagando para isso, se esquecendo que a promessa de
proteção de Deus é de graça, mas há um preço para isso e muitos não querem
pagar esse preço (Mt7.13-14).
Estavam
subindo no monte para se prostituírem ao sacrificarem aos ídolos à sombra dos
carvalhos por isso seus filhos também estavam se prostituindo e as noras
adulterando (v13) ao ponto de Deus dizer que elas não iam mais ser castigadas
porque os homens se desvivam com as prostitutas não sendo exemplo de conduta
nem de santidade (v14).
Esses
pecados tem levado a uma frieza espiritual. Na época em que me converti, a
busca maior era pela presença do Espírito Santo e a Sua capacitação, éramos
levados a viver como o Apóstolo Paulo diz em Efésios 5.18-20, “não vos
embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando
entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando
ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em
nome de nosso Senhor Jesus Cristo”, que são referencias de uma pessoa cheia do
Espírito Santo, mas hoje vemos pessoas mal humoradas, sem afeto pelo próximo,
sem perdoar sendo que Jesus disse que se não perdoar aos homens as suas
ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mt 6.15), levando
as pessoas a apagarem a chama do Espírito em sua vida (1 Ts 5.19) que é
importante para purificar, iluminar, aquecer e derreter um coração duro, e isso
ocorre quando as manifestações do Espírito e a pregação de Sua Palavra são
tratadas com frieza e não sendo levadas a sério por pessoas que desejam os
prazeres do mundo.
Recentemente
ao subir o monte para buscar a presença de Deus, descobri um lugar onde estava
cheio de moedas de um centavo esparramadas perto de uma fogueira e ao perguntar
a um cristão que estava acampado nesse lugar há alguns dias, ele me contou que
foi um grupo de um ministério que fez uma “fogueira santa” para pedir em suas
orações proteção financeira e ofertaram essa moedas como forma simbólica de
seus bens, um absurdo, pois parece prática de povos pagãos, não tenho nem que
comentar nada.
Quarto: Meu povo me abandonou Oseias
8.14
Deus tentou
lembrar que no passado, Israel morava em um deserto, em uma terra muito seca, e
que depois Deus libertou e restaurou sua história, e deu um pasto farto e muito
bom, mas depois de se fortalecer e serem novamente restaurados, seu coração se
engrandeceu e se esqueceu de Deus (13.5-6), semeavam ventos e colhiam
tempestades (8.7).
A
situação estava tão insuportável que Deus resolveu deixa-los para que o Seu
juízo se manifestasse na nação e assim para que a Sua raiva fosse aplacada.
Israel fora escolhido para adorar e pertencer exclusivamente a Deus (Êx 19.5;
Am 3.2), porem depois de tantos anos de abominações, alianças estrangeiras e
pagamentos à Assíria (2Rs 15.19; 2Rs 17.3) como forma de proteção e cultos e práticas
pagãs devido ao envolvimento com as nações vizinhas, foram fazendo com que
Israel perdesse sua identidade como povo de exclusividade de Deus, passando a
não ter valor algum para o Senhor.
Como isso
se parece com muitos do povo cristão hoje, estamos crescendo como povo, sendo
reconhecido como pessoas prósperas (e isso é bíblico), porém essa prosperidade
tem servido como pedra de tropeço para muitos, que no momento de dificuldade
financeiras, espirituais, doenças procuram ao Senhor Jesus, mas que depois que possuíram
suas promessas se tornaram fortes em si mesmas se esquecendo de onde Deus os
tirou e desejando voltar novamente para o Egito, dizendo que ser como cristão hoje
não precisa de tanta santidade ao ponto de buscar amizades com pessoas de
outras religiões pagãs sendo que o profeta Amós disse que “Andarão dois juntos,
se não estiverem de acordo?”, e ainda o Apóstolo Paulo nos adverte com lágrimas
nos olhos para que andemos com o padrão de comportamento cristão bíblico, pois
há muitos que vivem como se fossem inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.16-20),
pois somos cidadãos do céu, não devemos confundir pregação para a Salvação como
Jesus fazia no meio dos pecadores com andar com os pecadores com desculpas
esfarrapadas de que tenho que ser amigos deles para falar do amor de Jesus, a
verdadeira pregação de Jesus era para que os pecadores se arrependessem (Mt
4.17) produzindo frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8) levando-os a saírem dessa
vida chamando-os ao arrependimento (Lc 5.32) e não juntando-se a eles (Sl 1.1).
Quinto: A responsabilidade de ser
cristão
O juízo
de Deus tinha que ser derramado contra o pecado e todas as abominações que o
povo cometia, e esse juízo sempre começa com quem tem maior conhecimento das
leis e do caráter de Deus, Jesus mesmo disse em Lucas 12.48, “a qualquer que
muito for dado, muito lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais lhe
pedirá”, primeiro o julgamento viria para os sacerdotes, depois a casa do rei e
depois para o povo (Os 5.1). Deus ia julgar Israel porque não aguentava mais
tantas iniquidades, idolatria de um povo rebelde, egoísta, soberbo, não foi
para isso que Deus tinha libertado Israel, mas devido ao pecado no meio do
povo, foram julgados, como em Daniel 5.25-28, foram avaliados, pesados na
balança de Deus e encontrado em falta, por isso o Senhor decretou o seu fim.
São
muitos que se forem pesados hoje, serão encontrados em falta, completamente
entregues as práticas que Deus não se agrada, “mas há uma esperança”.
Último: A graça leva ao
arrependimento e ao perdão de Deus
Só que
Deus é um Deus de Graça e Misericórdia e não queria destruir sua amada sem
antes tentar leva-la ao arrependimento, Deus queria que o povo ao ouvir as
palavras do profeta, se arrependesse do seu mal se convertessem novamente e
firmassem sua Aliança feita no passado ouvindo Deus e suas Leis, obedecendo e
praticando na sua vida essas Leis, Deus queria também que o povo entendesse o
Seu amor que estava prometido no passado e que seria derramado através de Jesus
Cristo em um futuro próximo, para isso Deus a levaria ao deserto e falaria ao
seu coração (2.14-15).
Hoje
muitos serão levados ao deserto para sentirem novamente a necessidade do Senhor
e de seu Espírito, sendo levados a uma sede espiritual e ao final abandonando
seus pecados.
O
problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava
inclinado a dar ouvidos e, provavelmente, não entender, se eles ouvissem. A
solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.
Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”, 1.2), a
amaria inteiramente, e dela teria filhos (1.3), e iria atrás dela, e traria de
volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez, ama uma mulher”, 3.1). Em
resumo, Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer, o tipo de amor que
Deus tinha por Israel.
Vejo hoje
que Deus vai levantar profetas com todo o tipo de situações cheios do Seu
Espírito para pregar sobre o avivamento e assim novamente ao Seu amor
Deus quis
que Israel conhecesse seu amor, um povo que buscou objetos sem valor (“Quando
Israel era menino, eu o amei...” 11.1), foi guiado com uma meiga disciplina
(“cordas de amor”, 11.4) e que persistiu, apesar de o povo correr e da
resistência dele (“Como te deixaria?”, 11.8).
Apesar
das trevas desse tempo, Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a
voltar-se novamente para Deus, uma mensagem a um povo que tinha necessidade de
ouvir sobre o amor de Deus, de um Deus que queria falar com eles de uma maneira
singular e para demonstrar seu amor a seu povo (2.17-23), O Senhor Jesus quer
isso também para sua noiva.
No
capítulo 14 o profeta Oseias tenta um apelo final tentando levar o povo ao
entendimento verdadeiro, que ao pregar pedia que eles tivessem discernimento e
bom senso para compreender suas orientações dizendo que o caminho do Senhor é
verdadeiro e os justos andam por ele, mas se continuassem seriam como os ímpios
e transgressores que tropeçariam e cairiam (v9). O profeta clama para que eles
voltassem para o Senhor, pois a queda de Israel tinha sido por cometerem essas
abominações (v1), se arrependam e clamem a Deus que perdoe os seus pecados
mediante Seu amor misericordioso aceitando uma adoração pura e verdadeira para
que possam novamente oferecer sacrifícios de novilhos (v2). Voltem novamente e
não busquem a proteção da Assíria, não são eles que vão te salvar nem os ídolos
que construíram com suas mãos, busquem novamente a proteção do Senhor seu Deus
e Ele curará sua infidelidade amando-os de todo o Seu coração retirando a Sua
ira (vs 3-4).
O orvalho
seria derramado novamente e Israel voltaria a florescer e soltar sua fragrância
como o cedro do Líbano, seu esplendor como o da oliveira e os habitantes
estariam seguros na sua sombra e o renome de Israel será como o vinho da
Líbano, voltem e não confundam Deus com nenhum ídolo, pois só assim o Senhor te
ouvirá e cuidará de ti pois Ele é como o cipreste verde que sai o fruto para as
suas necessidades (vs 5-8), esse era o desejo de Deus.
A Israel
Celestial deve também ser levada a voltar para o Senhor com clamor, “rasgando
seu coração e não suas vestes , convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque Ele
é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e
se arrepende do mal. Quem sabe se se voltará, e se arrependerá, e deixará após
si uma benção, em oferta de manjar e libação para o Senhor, vosso Deus?” (Jl
2.12-14).
É momento
de clamarmos a Deus por avivamento, sermos cheios do Espírito Santo porque só
Ele pode nos guiar na verdadeira pregação para os pecadores, uma pregação verdadeira
de Salvação e ter compaixão pelos perdidos, e a avisá-los da condenação eterna
e sobre o período da tribulação.
Devemos
clamar ao Senhor, “Maranata, ora vem Senhor Jesus”.
Escrito por Adailton Casarino

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