COMUNIDADE MISSIONÁRIA ESPERANÇA

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sábado, 18 de janeiro de 2014

O Livro de Oseias

O livro de Oséias conta uma situação que ao ler vamos encontrar, por incrível que pareça,  semelhanças com os dias de hoje, é o que eu sempre digo nas ministrações que o Espírito Santo me traz que assim com Deus nunca muda, os erros humanos também não, só muda de roupa e de época, mas as falhas continuam as mesmas, pois o homem é falho e assim como a Israel na Terra cometeu suas abominações, muitos que representam a Israel Celeste estão seguindo os mesmos passos. Se eu começar a mostra as semelhanças entre as duas épocas, você que lê vai lembrar que já leu, ouviu ou viu algo acontecer do seu lado.

Primeiro: A falsa paz
Oséias em seu ministério que vai da nomeação dos reis do Reino do Sul, de Judá (Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias), e o rei do Reino do Norte, de Israel ( Jeroboão II), que reinaram durante o período de sua profecia (1.1), parecia que tudo iria dar certo para esses reis, havia indicações de sucesso exterior para Israel, a nação parecia estar seguindo um crescimento espiritual, o povo desse período regozijava-se na paz, abundância e prosperidade, mas não era o que estava por vir, pois um desastre anunciado para aquele que se desviasse da Aliança firmada em Deuteronômio 29 estava se aproximando.
A anarquia estava aumentando e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. Estamos também vivendo nitidamente com as profecias se cumprindo sobre a volta de Jesus, não vou aqui me estender sobre escatologia, mas ao ler algumas passagens da Bíblia (Mt 24-25; 2 Tm 3.1-7 dentre outras), veremos que Jesus está voltando e com a sua volta virá também a condenação sobre muitos que passarem pela tribulação e depois o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo.
Deus está vendo o crescimento do pecado no mundo e não está ficando nada feliz com o que vê, as nações vizinhas estão completamente entregues a práticas que para Deus são verdadeira abominações, guerras, mortes, má distribuição das riquezas, países inteiros passando fome, casamentos ilícitos, proibidos por Deus, práticas de magia, feitiçaria e muitos outros pecados que Deus abomina, porem o que vemos é um verdadeiro despreparo da maioria dos cristãos e nem se preparando para tal acontecimentos, não estão falando sobre isso com outras pessoas, pelo contrário, o que vemos é uma mistura com as prática do mundo como na época de Oséias.

Segundo: As condições sociais, morais e religiosas da época
Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo que se parecem e muito com o que vivemos nos dias atuais: líderes corruptos, vida familiar instável, imoralidade generalizada, ódio entre classes e pobreza. Embora as pessoas continuassem uma forma de adoração, a idolatria era mais e mais aceita no meio do povo, e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça, o pecado estava entrando no meio da nação de Israel sem ser identificado, porque estavam se misturando com as outras nações que Deus disse para não se misturarem e acabavam se acostumando com os usos e costumes delas trazendo maldição para dentro de casa, não havia amor aos necessitados e as Leis não eram ensinadas ao ponto de Deus dizer ao profeta o seguinte: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Como eles se multiplicaram, assim pecaram contra mim; eu mudarei a sua honra em vergonha” (Os 4.6-7).
Vivemos hoje em um tempo semelhante, o povo de Deus tem deixado o pecado entrar no seu meio sem sequer identificar esse pecado, líderes corruptos, famílias sem estrutura alguma, a imoralidade anda solta no nosso meio, o povo perece sem conhecimento da Palavra porque seus líderes não se preocupam em ensiná-los, vejo o momento em que Jesus vai dizer a mesma coisa para Sua Igreja, pois ela está se misturando com o mundo, quantas igrejas tem adotado práticas nos seus cultos parecidas com tipos de adoração de ídolos em seu meio dizendo que foi revelado para ganhar pessoas para Jesus mas tem desagradado ao Senhor.

No começo do capítulo quatro, o Senhor começa dizendo que tinha uma acusação contra o povo e que não havia mais benignidade e nem conhecimento de Deus no seu país (v1) e que só prevalecia era o perjurar (aqueles que abdicam de uma crença), o mentir, o matar, o furtar, o adultério e os homicídios em cima de homicídios (v2), como hoje. No nosso meio é difícil encontrar pessoas que não se preocupam com o próximo, não ajudam mais os necessitados, são poucas as igrejas que têm uma assistência social, tem faixas nas cidades que dizem “não dê esmolas” e isso esta sendo adotado por muitos cristãos, mas não é isso o que o Senhor Jesus diz em Mateus 25.31 a 46, muitos não conhecem essa passagem com risco de condenação para elas pois Jesus diz que se “ negarmos ajuda a desses pequenininhos estaríamos negando a Ele e que os que negam correm o risco de serem lançados para o tormento eterno (vs 45-46).


Terceiro: A proteção vem do Senhor Sl 59.16-17
Jesus diz em Mateus 10.8, “de graça recebestes, de graça dai”, mas o que vemos é um culto de "me dá Senhor” sem pensar em repartir com o próximo, sem pensar em ajudar os trabalhos que realmente tem ajudado os necessitados.
O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“...mercou Efraim amores”, 8.9), que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados, que me dão...” 2.5) e que amando objetos sem valor, pudesse conseguir benefícios positivos (“... Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”, 9.10), o culto e a adoração ao Senhor se tornaram apenas um meio de tentar conquistar os favores de Deus. A mente e o coração do povo tinham ficado tão duros e sem razão, loucos pelas coisas materiais e começaram a adotar práticas e costumes pagãos para tentar se aproximar de Deus, os sacerdotes adotando a magia e atitudes místicas ou exotéricas tentando, torcendo a verdade, enganar a Deus e praticando heresias a um povo que sem entendimento das Leis, da Aliança com Deus e de Seu caráter, foram levados as essas práticas como ovelhas ao matadouro.
Só que esses procedimentos estavam separando eles da comunhão com o Espírito Santo e da futura obra redentora do seu Filho Jesus Cristo.
Essa frieza e o problema do pecado estavam até atrapalhando a produção das lavouras, levando os animais a doenças e até a morte (ver Dt 29.22-23), até os peixes desapareceram.
Estamos vivendo de uma sociedade consumista, o trabalho está se tornando prioridade no nosso meio com desculpas de que “preciso melhorar de vida”, muitos não têm tempo de orar ou ler a Palavra, pois chega em casa correndo do trabalho, cansado de mais um dia estressante, estão atrás de objetos sem valor, benefícios positivos, chegam aos cultos (quando o trabalho dá tempo) e só pedem, pedem, e não dão nada em troca se esquecendo que a igreja primitiva as pessoas distribuíam seus pertences com que não tinha segundo suas necessidades (At 4.35-36), mas o que vemos hoje são cristãos acumulando riquezas para si mesma sendo que o Senhor virá e para quem vai ficar essas riquezas? Não sou contra você que trabalha para dar uma vida digna aos seus familiares, mas sim aqueles que buscam a Deus com propósitos de comprar um carro e coloca ainda os dizeres “propriedade exclusiva de Jesus” mas nem pensa em dar carona ao seu irmão que vai para a mesma direção que ele.
A culpa segundo Deus era porque os sacerdotes não estavam cumprindo o seu papel de ensinar ao povo a verdadeira adoração e comunhão com Deus e não tendo referencia de santidade (v4-6), estavam cometendo todo o tipo de abominações que Deus disse para não cometerem e com certeza o juízo do Senhor seria derramado se continuassem com tais coisas (Dt 28.15-68).
O povo estava caindo porque só tinha uma direção, trocaram a Glória de Deus pelos ídolos, os sacerdotes estavam vibrando de alegria com a prosperidade do povo, pois viviam dessa prosperidade, se alimentavam disso e não se importavam com os pecados do povo contando que o povo os sustentasse (v8), pois “se entregaram a luxuria e deixaram de olhar para Deus” (v10), eram como mercadores que usam balanças enganosas, e apreciam a extorsão, Efraim orgulha-se e exclama: “Certamente me enriqueci, adquiri para mim grandes propriedades; não encontrarão mal nem pecado algum em mim, em todo o meu trabalho (12.7-8), mas por mais que tinham não se fartavam querendo cada vez mais, estavam perdendo a inteligência por causa do vinho (que representa a alegria falsa do pecado), da prostituição e as orgias (v11). Agradavam os líderes políticos e o rei fazendo festas regadas ao vinho e a prostituição (7.3-5), procuravam as nações vizinhas como a Assíria e o Egito (8.9), sendo dependentes das alianças políticas não se importando com a Aliança de Deus que dizia claramente que não se misturassem com os povos pagãos, pagando a essas nações o que Deus havia gratuitamente prometido, sua proteção e provisão, Deus havia libertado Israel da escravidão do Egito, mas eles estavam voltando a serem escravos através dessas alianças, voltando novamente a serem prisioneiros comendo comida imunda (9.3).
Quantos líderes de ministérios tem adotado práticas de regressão, de pregação que se comparam a palestras motivacionais, práticas exotéricas, místicas para atraírem membros para o crescimento de seus ministérios se tornando verdadeiros clãs como na época dos patriarcas de Gênesis, com vereadores, prefeitos, deputados trabalhando para seus benefícios pensando que assim vão ter proteção contra as investidas de satanás, mas não tem discernimento que seus “peões políticos” tem que fazer alianças políticas com quem é político espírita, idólatra, exotérico para que seus projetos avancem e não fiquem parados. Os ministérios desses políticos fazem verdadeiras festas para vereadores, prefeitos, deputados que só não se assemelham as da época do profeta Oseias para não escandalizar de vez, mas fazem como os líderes faziam, tem sua força no número de seus membros pecando como Davi pecou na contagem de seus soldados atraindo o castigo de Deus contra seus membros (2 Sm 24.1-25) se esquecendo que Gideão confiou na força do Senhor e no Seu livramento, obedecendo e cumprindo a Palavra do Senhor destruindo um exército de milhares de midianitas com 300 homens (Jz 7). Esses líderes têm verdadeiras fortunas para si cometendo o mesmo pecado de Efraim pensando que ninguém percebe suas investidas com práticas que parecem verdadeiros pedidos de ajuda ao próximo mas que na realidade são para pagamento de suas dívidas, pastores que no começo de seus ministérios pregavam contra determinadas práticas de arrecadação de ofertas e que hoje fazem a mesma coisa, o que desagrada a Deus não são o número de cristãos nessas igrejas, pois foi Jesus mesmo que nos disse para pregarmos a todos (Mt 28.19) e o Apóstolo Pedro em uma pregação inspirado pelo Espírito Santo ganhou cinco mil pessoas para Jesus (At 4.4), mas o problema era  fazer desse número a sua força ou pagando para isso, se esquecendo que a promessa de proteção de Deus é de graça, mas há um preço para isso e muitos não querem pagar esse preço (Mt7.13-14).
Estavam subindo no monte para se prostituírem ao sacrificarem aos ídolos à sombra dos carvalhos por isso seus filhos também estavam se prostituindo e as noras adulterando (v13) ao ponto de Deus dizer que elas não iam mais ser castigadas porque os homens se desvivam com as prostitutas não sendo exemplo de conduta nem de santidade (v14).
Esses pecados tem levado a uma frieza espiritual. Na época em que me converti, a busca maior era pela presença do Espírito Santo e a Sua capacitação, éramos levados a viver como o Apóstolo Paulo diz em Efésios 5.18-20, “não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”, que são referencias de uma pessoa cheia do Espírito Santo, mas hoje vemos pessoas mal humoradas, sem afeto pelo próximo, sem perdoar sendo que Jesus disse que se não perdoar aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mt 6.15), levando as pessoas a apagarem a chama do Espírito em sua vida (1 Ts 5.19) que é importante para purificar, iluminar, aquecer e derreter um coração duro, e isso ocorre quando as manifestações do Espírito e a pregação de Sua Palavra são tratadas com frieza e não sendo levadas a sério por pessoas que desejam os prazeres do mundo.
Recentemente ao subir o monte para buscar a presença de Deus, descobri um lugar onde estava cheio de moedas de um centavo esparramadas perto de uma fogueira e ao perguntar a um cristão que estava acampado nesse lugar há alguns dias, ele me contou que foi um grupo de um ministério que fez uma “fogueira santa” para pedir em suas orações proteção financeira e ofertaram essa moedas como forma simbólica de seus bens, um absurdo, pois parece prática de povos pagãos, não tenho nem que comentar nada.

Quarto: Meu povo me abandonou Oseias 8.14
Deus tentou lembrar que no passado, Israel morava em um deserto, em uma terra muito seca, e que depois Deus libertou e restaurou sua história, e deu um pasto farto e muito bom, mas depois de se fortalecer e serem novamente restaurados, seu coração se engrandeceu e se esqueceu de Deus (13.5-6), semeavam ventos e colhiam tempestades (8.7).
A situação estava tão insuportável que Deus resolveu deixa-los para que o Seu juízo se manifestasse na nação e assim para que a Sua raiva fosse aplacada. Israel fora escolhido para adorar e pertencer exclusivamente a Deus (Êx 19.5; Am 3.2), porem depois de tantos anos de abominações, alianças estrangeiras e pagamentos à Assíria (2Rs 15.19; 2Rs 17.3) como forma de proteção e cultos e práticas pagãs devido ao envolvimento com as nações vizinhas, foram fazendo com que Israel perdesse sua identidade como povo de exclusividade de Deus, passando a não ter valor algum para o Senhor.
Como isso se parece com muitos do povo cristão hoje, estamos crescendo como povo, sendo reconhecido como pessoas prósperas (e isso é bíblico), porém essa prosperidade tem servido como pedra de tropeço para muitos, que no momento de dificuldade financeiras, espirituais, doenças procuram ao Senhor Jesus, mas que depois que possuíram suas promessas se tornaram fortes em si mesmas se esquecendo de onde Deus os tirou e desejando voltar novamente para o Egito, dizendo que ser como cristão hoje não precisa de tanta santidade ao ponto de buscar amizades com pessoas de outras religiões pagãs sendo que o profeta Amós disse que “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”, e ainda o Apóstolo Paulo nos adverte com lágrimas nos olhos para que andemos com o padrão de comportamento cristão bíblico, pois há muitos que vivem como se fossem inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.16-20), pois somos cidadãos do céu, não devemos confundir pregação para a Salvação como Jesus fazia no meio dos pecadores com andar com os pecadores com desculpas esfarrapadas de que tenho que ser amigos deles para falar do amor de Jesus, a verdadeira pregação de Jesus era para que os pecadores se arrependessem (Mt 4.17) produzindo frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8) levando-os a saírem dessa vida chamando-os ao arrependimento (Lc 5.32) e não juntando-se a eles (Sl 1.1).

Quinto: A responsabilidade de ser cristão
O juízo de Deus tinha que ser derramado contra o pecado e todas as abominações que o povo cometia, e esse juízo sempre começa com quem tem maior conhecimento das leis e do caráter de Deus, Jesus mesmo disse em Lucas 12.48, “a qualquer que muito for dado, muito lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais lhe pedirá”, primeiro o julgamento viria para os sacerdotes, depois a casa do rei e depois para o povo (Os 5.1). Deus ia julgar Israel porque não aguentava mais tantas iniquidades, idolatria de um povo rebelde, egoísta, soberbo, não foi para isso que Deus tinha libertado Israel, mas devido ao pecado no meio do povo, foram julgados, como em Daniel 5.25-28, foram avaliados, pesados na balança de Deus e encontrado em falta, por isso o Senhor decretou o seu fim.
São muitos que se forem pesados hoje, serão encontrados em falta, completamente entregues as práticas que Deus não se agrada, “mas há uma esperança”.

Último: A graça leva ao arrependimento e ao perdão de Deus
Só que Deus é um Deus de Graça e Misericórdia e não queria destruir sua amada sem antes tentar leva-la ao arrependimento, Deus queria que o povo ao ouvir as palavras do profeta, se arrependesse do seu mal se convertessem novamente e firmassem sua Aliança feita no passado ouvindo Deus e suas Leis, obedecendo e praticando na sua vida essas Leis, Deus queria também que o povo entendesse o Seu amor que estava prometido no passado e que seria derramado através de Jesus Cristo em um futuro próximo, para isso Deus a levaria ao deserto e falaria ao seu coração (2.14-15).
Hoje muitos serão levados ao deserto para sentirem novamente a necessidade do Senhor e de seu Espírito, sendo levados a uma sede espiritual e ao final abandonando seus pecados.
O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e, provavelmente, não entender, se eles ouvissem. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.

Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”, 1.2), a amaria inteiramente, e dela teria filhos (1.3), e iria atrás dela, e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez, ama uma mulher”, 3.1). Em resumo, Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer, o tipo de amor que Deus tinha por Israel.

Vejo hoje que Deus vai levantar profetas com todo o tipo de situações cheios do Seu Espírito para pregar sobre o avivamento e assim novamente ao Seu amor
Deus quis que Israel conhecesse seu amor, um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino, eu o amei...” 11.1), foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”, 11.4) e que persistiu, apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”, 11.8).
Apesar das trevas desse tempo, Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus, uma mensagem a um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus, de um Deus que queria falar com eles de uma maneira singular e para demonstrar seu amor a seu povo (2.17-23), O Senhor Jesus quer isso também para sua noiva.
No capítulo 14 o profeta Oseias tenta um apelo final tentando levar o povo ao entendimento verdadeiro, que ao pregar pedia que eles tivessem discernimento e bom senso para compreender suas orientações dizendo que o caminho do Senhor é verdadeiro e os justos andam por ele, mas se continuassem seriam como os ímpios e transgressores que tropeçariam e cairiam (v9). O profeta clama para que eles voltassem para o Senhor, pois a queda de Israel tinha sido por cometerem essas abominações (v1), se arrependam e clamem a Deus que perdoe os seus pecados mediante Seu amor misericordioso aceitando uma adoração pura e verdadeira para que possam novamente oferecer sacrifícios de novilhos (v2). Voltem novamente e não busquem a proteção da Assíria, não são eles que vão te salvar nem os ídolos que construíram com suas mãos, busquem novamente a proteção do Senhor seu Deus e Ele curará sua infidelidade amando-os de todo o Seu coração retirando a Sua ira (vs 3-4).
O orvalho seria derramado novamente e Israel voltaria a florescer e soltar sua fragrância como o cedro do Líbano, seu esplendor como o da oliveira e os habitantes estariam seguros na sua sombra e o renome de Israel será como o vinho da Líbano, voltem e não confundam Deus com nenhum ídolo, pois só assim o Senhor te ouvirá e cuidará de ti pois Ele é como o cipreste verde que sai o fruto para as suas necessidades (vs 5-8), esse era o desejo de Deus.
A Israel Celestial deve também ser levada a voltar para o Senhor com clamor, “rasgando seu coração e não suas vestes , convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal. Quem sabe se se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma benção, em oferta de manjar e libação para o Senhor, vosso Deus?” (Jl 2.12-14).
É momento de clamarmos a Deus por avivamento, sermos cheios do Espírito Santo porque só Ele pode nos guiar na verdadeira pregação para os pecadores, uma pregação verdadeira de Salvação e ter compaixão pelos perdidos, e a avisá-los da condenação eterna e sobre o período da tribulação.
Devemos clamar ao Senhor, “Maranata, ora vem Senhor Jesus”.
Escrito por Adailton Casarino

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