Os 4 Tipos de Amor usados na Igreja nos dias de
hoje.
Esse estudo tem a intenção de levar o cristão a entender
e discernir porque muitos líderes e membros tem se confundido e sendo levados
por caminhos que parecem ser o amor Ágape de Deus, mas não passa de amor falho
e danoso do ser humano para o ser humano.
Primeiro devemos entender que os três primeiros
amores descritos do ser humano, amor Philos, amor Storge e o amor Eros, não são
de todo danosos para nós, pelo contrário, são úteis quando são dirigidos pelo Amor
Ágape de Deus, foram dados por Deus, mas criados para agirem segundo o Amor
Ágape e que são amores sujeitos a falhas, limitados e muitas vezes provocam em
nós dúvidas que levam a questionamentos do porque certos cristãos agem com
atitudes que criam até constrangimentos, mágoas ressentimentos e muitas vezes
com escândalos porque permitiram que um dos três amores fosse usado sem que o
Amor Ágape os controlasse ou dirigisse.
Por último quero falar sobre uma passagem que temos
que priorizar em nossa vida que está em 1Co 13.1-13, porém devemos saber que
esse amor descrito aqui no original grego é o Amor Ágape que também só é
derramado pelo Espírito Santo de Deus e que se você tentar fazer o que está
escrito ali dirigido pelos três primeiros amores desse estudo, não vai
funcionar, vai ficar incompleto, como o Apóstolo Paulo define no v1, como o
metal que emite um som oco quando batido ou um sino que emite seu som ao ser
tocado.
1 – Amor Philos (Amizade)
O amor Philos relacionam-se
com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o
intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em
português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma
vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e
o adjetivo “amável” são usados muitas vezes.
Este é o grau de
afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho
de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te
amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, Tu sabes que gosto de ti,
que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16), e é o que várias pessoas respondem para
Jesus quando o Espírito Santo faz essa pergunta a que tipo de amor estão vivendo
agora, e a resposta é “Sim, Senhor, Tu sabes que gosto de ti, que sou teu
amigo”, mas a resposta que Jesus quer ouvir é “Senhor, Tu sabes que gosto de
ti, que sou parte de Sua carne e Te amo como amor Ágape”.
Grandes amigos são embriagados do amor do tipo
philos, neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a
realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente,
desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos
interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que
estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos,
sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim,
philos é um nível de amor mais elevado do que eros. Nesse nível, “nossa”
felicidade é mais importante do que “minha” felicidade. Esse amor encara os
defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.
Philos é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um
pouco para receber um pouco, numa proporção de 50% a 50%. Um casal pode viver
razoavelmente bem com esse tipo de amor, enquanto cada um fizer a sua parte e
as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua
parte, ou se ocorrem circunstâncias adversas (crise financeira, enfermidade
grave, tensões com parentes, problemas sexuais, problemas com os filhos etc), a
amizade sofre. Philos não aguenta muita pressão. No fim, torna-se egoísta e
exigente. Vêm os conflitos. A amizade vira inimizade. A única esperança para um
casamento em conflito é o derramar do Amor Ágape, que cura toda a mágoa, perdoa,
suporta e assim a amizade se torna mais forte e resiste aos problemas.
Muitos casamentos
comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido
e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a
dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação
com a companhia, os interesses e assuntos um do outro.
Um casamento não
pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos e eu digo
mais, para que chegue depois a um nível maior, tem que receber um derramar do
Amor Ágape. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo
para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para
o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e
hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exasperá-lo no dia a dia da vida
conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante
para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz?
Provavelmente você
já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o
Eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos
defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não
seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente
encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.
Philos é o meio
caminho do amor verdadeiro, o Amor Ágape, Philos é um amor que troca, o Amor
Ágape é um amor que dá sem querer receber nada em troca.
No
Antigo Testamento, vemos uma passagem que confunde muitas pessoas que pensam
que o amor entre o rei Davi e Jonas era o amor Eros, mas se enganam, pois não
procuram informações sobre a escrita e sim desculpas para seus pecados sexuais,
pois naquela época um relacionamento homossexual era condenado com a morte, e
Davi tinha um coração segundo o coração de Deus (At 13.22) e tendo um coração
segundo o coração de Deus, é saber que esse tipo de relacionamento desagrada a
Deus e Davi não faria isso com Deus, e sabemos que Davi amava as mulheres,
tanto é que a sua queda foi por amor de uma mulher (2Sm 11).
Agora
a amizade entre o rei David e Jonathan, descrita no livro de Samuel, é
considerada ideal - uma amizade na qual não havia cobrança, porém cada um dava
o máximo de si próprio, naturalmente. Entretanto, como esse tipo de amizade é
rara hoje porque confundem esse sentimento com o amor Eros pela malícia das pessoas.
A
amizade pode chegar até o sacrifício da própria vida, para que o amigo viva e
reine perfeitamente feliz. É uma escolha livre, preciosa e definitiva. Permite
a confidência, por mais íntima que seja, sem temer nenhuma condenação, porque a
pessoa se sente amada. Ela sabe dar e não mede o que recebe em troca. E anula
qualquer distância.
O
amor philos dentro da igreja sem o Amor Ágape gera as famosas “panelas”, que
torna difícil que outras pessoas entrem nessas “panelas”, mas quando o Amor
Ágape se derrama sobre o philos, vivemos o que o apóstolo Paulo diz em 1
Coríntios12.12-27 sobre a unidade do corpo, a comunhão do corpo, o companheirismo,
cada um contribui com algo necessário à vida comum e ao crescimento do todo,
sendo assim, não haverá lugar para o orgulho, as separações dentro da igreja e
entre as igrejas e nenhum sentimento inferior no Corpo de Cristo, pois cada
indivíduo se torna essencial e importante para o funcionamento adequado do
Corpo.
2 – Amor Storge (familiar)
Chamaremos esse
amor de “amor de família”. É aquele sentimento que temos por nossos familiares
que a sua presença é muito importante pelo conforto que nos proporciona,
carinho, compreensão que recebemos e que ao deixarmos essa pessoa sentimos
falta.
Mas tem também o amor Storge dos pais pelo filho
que é a “ovelha com roupa de lobo”, que mesmo fazendo muitas besteiras, a mãe
sofre na esperança que seu filho(a) volte a ser aquela criança que eles sempre
amaram e viveram para dar o melhor.
Um excelente
exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Sm21:10 e 11, onde “Rispa
montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes,
espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”, ou o amor de Rute em
negar abandonar sua sogra Noemi quando essa pediu para suas noras abandoná-las
pois Noemi não tinha nada mais para oferecer para elas (Rt 1.11-19), mesmo
assim Rute preferiu deixar seu povo, para mudar e deixar uma declaração que
emociona muitas pessoas até hoje: “16 Respondeu,
porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde
quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu
povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. 17 Onde quer que
morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim me faça o Senhor, e outro
tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”.
É o amor mais
relacionado à família ( Rm 12.10) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. O desaparecimento desse amor
é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem
misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores,
incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.
O AMOR FAMILIAR –
num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de
DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS,
assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.
A família moderna
estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família
conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais,
aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais
homoafetivos, adoção pelos avós e outros).
A relação familiar
é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio
de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do
desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo, mas que
tudo se torna mais compreensível se o Amor Ágape se derramar na família.
Você pode estar
pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus
pelo Amor Ágape, torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em
primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser
projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO
FAMILIAR. A família foi a primeira instituição criada por Deus e esses relacionamentos familiares foram instituídos por Deus porque são bons.
3 – Amor Eros (Físico, sexual)
Eros é um amor que
toma.
Por exemplo, Eros está representado no livro de
Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de
Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem, embriaguemo-nos
com as delícias do amor, até pela manhã”. Nesse
versículo, “amor” é uma representação para Eros.
A primeira palavra
grega é Eros. Aparece com frequência na literatura grega secular, mas não na
Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a
nossa palavra ERÓTICO.
Esse tipo de amor
pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração
física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O Eros apresenta-se
como amor pelo outro, mas é amor por si próprio.
Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você
me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me
amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e
sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!”
Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre.
Esse tipo de amor
só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca.
Infelizmente,
muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro
ou companheira para toda a vida, com base apenas no Eros. As relações físicas
são antecipadas; a intensidade do Eros prejudica o amor genuíno. Os namorados,
mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os
manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor.
A ênfase exagerada
no Eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em
extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e
exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo
prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo
(perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é
sinônimo de “fazer amor”.
Casamentos
construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do
pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais
importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por
algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento.
O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento
• consolidado,
• comprometido e
• crescente.
Se você cometeu o
erro de se casar (formal ou informalmente) na base do Eros, apenas, aqui está
uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Desde que o casal deixe o Amor
Ágape se derramar no relacionamento, não crescerá automaticamente, mas na
medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento
é o Amor de Jesus se derramando através do Espírito Santo, assim esse amor Eros
deixará de atuar somente no desejo sexual e crescerá para o amor Philos e
Storge completando o casal ao nível que Deus quer, então é muito importante o
casal deixar o Amor Ágape entrar também nesse relacionamento.
4 - Amor Ágape (Amor Incondicional)
Chamaremos,
portanto, o Amor Ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola
pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a
chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor
encontra-se na história do bom samaritano (Lc 10:29–37), que é contada para
ilustrar o amor (ágape) ao próximo (v. 27).
Quando o samaritano
olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (Eros). O homem
que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os
samaritanos se odiavam (não tinham amor storge).
O homem deixado à
beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia
possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível
para o viajante ajudá-lo? Ele era semelhante, um ser humano e o bom samaritano
disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor ágape.
Esse tipo de amor não espera nada em troca.
Há quem diga: “Mas
isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito...
a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os
apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se
referiram ao amor de Deus.
(Jo 3.13; Rm 5.8; I
Jo 4.8-10). O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos
dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-o como nosso Salvador e
Senhor, Deus derrama seu amor em nosso coração (Rm 5.5).
A partir daí,
espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos
relacionamentos, principalmente com o cônjuge. (Ef 5.25 e Tt 2.3-4).
Isto não é fácil...
Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor...
E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais
as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A
duras provas descobrimos que é preciso amar primeiro com amor ágape!
Em I Jo 4, há
várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos
também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é
possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de
Deus por nós ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração.
Deus nos ama como
somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas.
Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do seu
amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma
coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl
5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do
termo.
Note que esse amor
não é um esforço que fazemos porque é a única maneira de conseguirmos que certa
pessoa nos ame.
Esse Amor, o Amor
de verdade, é o amor que Jesus derramou aos seus discípulos quando os mandou na
grande comissão (Mt 10) para pregar, dizendo: É chegado o reino dos céus
curando os enfermos, ressuscitando os mortos, limpando os leprosos, expulsando
os demônios; de graça recebestes, de graça dai.
Para
não se preocupar com as coisas desse mundo, nem com o sustento de cada um, não se
apegando ou sendo sustentado pelo ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos
cintos, nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas,
nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.
Nesse
capítulo 10 tem uma ordem que para ser cumprida por nós deve-se desejar o Amor
Ágape para essa missão como, por exemplo tomar a sua cruz, e seguir a Jesus e
se não fizer assim não é digno Dele.
Quem
achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor (Ágape) de mim
achá-la-á. Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe
aquele que me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá
a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá
a recompensa de justo. E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um
destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo
algum perderá a sua recompensa.
Quem
é esse pequenininho? A resposta está em Mateus 25.31-46, “Então dirá o Rei aos
que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o
reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 porque tive
fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e
me acolhestes; 36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes;
estava na prisão e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe perguntarão:
Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos
de beber? 38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te
vestimos? 39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? 40
E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um
destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.
Somente
os que estavam a direita estavam sendo cheios do Amor Ágape e obedeceram
cuidando de todos os necessitados e não somente os de suas amizades (amor
Philos), ou os familiares (amor Storge), ou seus relacionamentos sexuais (amor
Eros), Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os
publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis
demais? não fazem os gentios também o mesmo? (Mt 5.46-47)
Devemos
buscar de todo nosso coração esse Amor Ágape, pois só assim faremos essas
coisas e escaparemos da condenação eterna, Ao que lhes responderá: Em verdade
vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos,
deixastes de o fazer a mim. E irão eles para o castigo eterno, mas os justos
para a vida eterna (Mt 25.45-46).
Em qualquer dos três primeiros amores, quer no
relacionamento conjugal, quer no relacionamento familiar, amizades, quando o
Amor Ágape comanda, o marido ou esposa não tenta mudar o cônjuge, não cobra
dele o amor desejado, os amigos tem uma amizade como o rei Salomão escreveu em
Provérbios 18.24 “mas
há um amigo que é mais chegado do que um irmão”. Aos irmãos de sangue sejam tão
unidos aos ponto de trabalharem juntos como Pedro e André e João e Tiago que
quando um (André) encontrou a Jesus foi logo avisando o outro irmão (Pedro)
sobre o Messias (Jo1.40-42).
Quando o Amor Ágape se derrama nos corações, simplesmente
as pessoas se amam, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós
amamos porque Deus nos amou primeiro”, a pessoa que amamos, mais cedo ou mais
tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras
passagens ensinam esta mesma verdade ( Lc 6.38; Gl 6.7). Ágape é o Amor
que dá, de graça; dá tudo e não espera nada em troca.
"Ágape" em grego significa
"amor". Esse é o amor fraternal e espiritual entre camaradas, irmãos
e irmãs, entre a família, entre casais e seus filhos (quando de fato existe a
entrega aceitando a Jesus para que Ele trate dos defeitos e limitações dos três
primeiros amores), entre o seu próximo e te leva até a amar seus inimigos (Mt
5.39-45). Ágape é o amor afetivo isento de conotações sexuais, isento de
segundas intenções, isento de malícia e de interesses pessoais. Sendo Ágape o
amor de afeição, é também amor de satisfação, pois uma fraternidade, quer seja
entre irmãos de sangue ou não, quer seja entre esposo e esposa, quer seja entre
um núcleo familiar, etc., esse amor satisfaz porque é compartilhado e tem resposta
entre todos aqueles que se amam e se reúnem para formar uma fraternidade de homens,
mulheres e crianças. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).
O Amor Ágape diz que devemos aprender e viver 1 Cor 13
Depois de aprendermos a diferenciar sobre os amores e reconhecer
que o melhor para nós e buscarmos o derramar do Amor Ágape, o Apóstolo Paulo
depois de ensinar sobre os dons da Igreja do porque, da utilidade e importância
que o Espírito Santo distribui esses dons para a Igreja, o Apóstolo Paulo
começa a dizer sobre um caminho ainda mais excelente (1Co 12.31) para que ao
receber um desses dons, a pessoa não faça o que muitos cristãos estão fazendo,
executando esses dons pelos três amores carnais e não pelo amor Ágape
Se eu não amar meu próximo como a mim mesmo, não amo meus inimigos,
não amo quem me ofende, quem me persegue, se somente faço o bem a quem eu amo, eu
estou vivendo um dos três amores falhos e não o amor Ágape.
Esse amor descrito aqui é uma linguagem figurada para ensinar que
falar e viver sem esse tipo de Amor Ágape, é tão vazio, ou sem sentido quanto
fazer qualquer tipo de barulho.
Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela
diz que: "O amor é
sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade,
não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses,
não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a
verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
O Amor "Ágape" é o mais profundo e o mais sublime de
todos. Este amor é uma característica de Deus. Em João 3:16a Bíblia nos mostra o tão
grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal
maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor
do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um relacionamento nos amores
Philos, Storge e Eros no casamento, amizade e entre irmãos, fundamentados no
Amor Ágape pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros,
desavenças, etc. Se alicerçamos qualquer relacionamento no Amor Ágape, a
palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca
acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem
exige muito esforço, dedicação e conhecimento. Todos precisamos aprender a
amar. Mas, para que um relacionamento seja feliz é necessário existir estes
três tipos de amor, baseados na Palavra de Deus que é onde aprendemos sobre o
Amor Ágape.
Deus não aceita qualquer ato de generosidade, doação ou sacrifício
que não seja motivado, primeiramente, pelo amor de Jesus (Ágape). Mesmo que os
atos de martírio, quando provocados pelo egoísmo ou fanatismo político religioso,
são absolutamente rejeitados por Deus, são considerados sacrifícios de tolo,
Salomão escreveu em Pv 21.27 “O sacrifício dos ímpios é abominação; quanto mais
oferecendo-o com intenção maligna!”
1 Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra
as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas e
são evidencias que o Amor Ágape está sendo derramado em nossa vida:
1. A Bíblia nos diz primeiramente
que o amor é SOFREDOR. Se tenho
dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangado, nunca
levanto a voz ou perco a calma, tenho paciência com pessoas imperfeitas, com
pessoas que ainda não conhecem a Salvação de Jesus e estão cegas pelo pecado.
2. Em seguida, aprendemos que o amor
é BENIGNO. Se tenho esta tão
preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha
benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre,
na outra pessoa, algo positivo. O Amor que vem de Deus (Ágape) tem dupla
característica, não espera ser amado primeiro para retribuir, mas toma a
iniciativa e age com misericórdia (benignidade). Quantos que estão na igreja
ainda não se deram conta sobre o Amor Ágape e não tratam com misericórdia sobre
aqueles que nos maltratam e ofendem e guardam em seu coração mágoas e ressentimentos
e não liberam perdão esquecendo que Jesus disse que aquele “não perdoar aos
homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoarás as vossas ofensas”,
e sendo assim não terão a vida eterno no céu.
3. A Bíblia nos ensina também que o
amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este
tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um
emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais
capacitada ou mais atraente do que eu, eu simplesmente vibro quando meu irmão
está acima de mim ou recebe uma benção primeiro que a minha, pois em 1
Coríntios 12.25-26 diz, “para
que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos
outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele;
e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele”.
4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE.
Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas
conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo,
marido, amigo ou irmãose sinta inferior ou deixado de lado, é um “Bem-aventurado,
pois não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na
lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite” (Sl 1.1-2).
5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO
SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem
arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é
de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma, antes procuro
servir ao meu irmão como Jesus serviu os discípulos e lavou seus pés na última
ceia (Jo 13.1-10), e procuro servir aos meus irmãos.
6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA.
Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que
amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu
amor com cortesia, muitos cristãos estão esquecendo disso e fazem piadinhas e
dão rizadas quando veem as heresias dentro da igreja se esquecendo que Deus se
entristece com isso pois terá que agir com Seu juízo sobre essas pessoas como
agiu com Israel nopassado.
7. Na Palavra de Deus vemos também
que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES.
Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas
"outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim
naquele a quem amo, a quem eu quero o bem buscando, não insisto ou exijo os
meus próprios direitos, pelo contrário coloco os interesses alheio acima do seu,
é seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando
descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não
vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.
8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero,
não é propenso à ira e nem fico facilmente amargurado. Se amo não procuro ficar
sempre na defensiva, nem sou super- sensível, tem pessoas que ficam irritadas
dias e dias com a pessoa que ama, sendo que o Apóstolo Paulo disse para não
deixarmos o sol se pôr sobre nossa ira (Ef 4.26), ou seja para não dormirmos
com raiva, resolver aquele assunto antes que o dia amanheça, pois só assim
estaremos tapando as brechas dos nossos relacionamentos e fazendo o Nome de
Jesus ser glorificado.
9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo
verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem
amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar
pagando o mal com o mal.
10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO
FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar
quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos
quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.
11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é
só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também
caberia a mim, eu assim mesmo me alegro (1Co 12.25-26).
12. Deus nos ensina que o amor TUDO
SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia
pelo bem daquele a quem amo, o Apóstolo Paulo, mestre nessa área diz “Pelo
que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições,
nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou
forte” (2Co 12.10), pois é aí que o Amor Ágape se derrama naqueles que sofrem
sabendo que o Senhor Jesus nos dará forças para continuar.
.
13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor,
confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus. Quantos
desistem de seu casamento, amizade, de seus irmãos, (mesmo em oração, pois talvez
ele não ouça mais seus conselhos, mas Deus ouve suas orações), pois se cansaram
de esperar o milagre e transformaçãode Jesus sobre a pessoa que amamos.
15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa
que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.
Finalmente, podemos dizer que o Amor Ágape é aquele amor que se dá e se
sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é
completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O
Amor Ágape também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que
acontecer.
Busque a Jesus, você que ainda não é cristão, deixe Jesus entrar
no seu relacionamento e o transforme para melhor, deixe o Amor Ágape ser
derramado no seu amor, aceite a Jesus como seu salvador.
Você que é cristão e até hoje confundiu o Amor Ágape de Deus pelo
amor Philos, amor Storge ou o amor Eros, já é hora de se arrepender e clamar ao
Espírito Santo para que derrame do Seu Amor Ágape e transforme os demais em bênçãos
para sua vida, dos que estão na sua casa, trabalho e aqueles que precisam.
Abraços
De Adailton
Casarino.
Fontes
que ajudaram a escrever essa matéria: www.webservos.com.br;
http://solascriptura-tt.org/DoCoracaoDeValdenira/AmorQDevemosAprender-Valdenira.htm

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