COMUNIDADE MISSIONÁRIA ESPERANÇA

COMUNIDADE MISSIONÁRIA ESPERANÇA

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014


Não despreze o que Deus deu de melhor para nós (Jo 14.10-25)
10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
11 Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.
16 Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
17 Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.
18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
19 Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
20 Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa.
21 Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
22 Se eu não viera e não lhes falara, não teriam pecado; agora, porém, não têm desculpa do seu pecado.
23 Aquele que me odeia a mim, odeia também a meu Pai.
24 Se eu entre eles não tivesse feito tais obras, quais nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora, não somente viram, mas também odiaram tanto a mim como a meu Pai.
25 Mas isto é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa.

O Privilégio dos Apóstolos
Quando Jesus começou o Seu ministério nessa Terra, Ele inaugurou na nação de Israel (onde desde o princípio tudo começou) o Seu Reino, Ele começou a declarar para as pessoas de todas as gerações futuras como é o Seu Reino, Seu Caráter, Sua Pessoa e tudo que as pessoas precisavam saber para entrar nesse maravilhoso Reino, a todos os habitantes dessa Terra, desde o começo até esse momento, Ele tinha dado quase tudo de Si, só faltava a morte na cruz para que tudo fosse consumado, ou seja para que tudo fosse completo, mas isso o Senhor Jesus já tinha revelado aos discípulos que iria acontecer (Jo 13.21-37), só faltava duas coisas para que tudo se tornasse claro aos apóstolos, Sua morte e a decida do Espírito Santo.
Jesus declarou que só revelaria a uma classe especial de pessoas e os chamaria de amigos, pois tudo o que foi revelado aos homens de Deus do passado nada ainda tinha ficado tão claro e evidente como ficou para esses, por isso os homens de Deus só tiveram uma revelação do que viria, por isso formam chamados de servos, mas os discípulos de Jesus presenciaram ao seu lado, à distancia de um toque, tudo o que os profetas profetizaram sobre Jesus (Lc 24.25-27), milagres, curas, perdão, poder sobre a natureza, sobre os principados e potestades e principalmente, um novo mandamento e a Salvação eterna (Jo13.34), tudo o que precisavam saber sobre Deus, Jesus, o Espírito Santo, Reino de Deus, tratamento com os homens, nada tinha ficado sem entendimento, pois “tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”(v15).
Os novos amigos de Jesus tinham desfrutado do Melhor do universo, estado com Ele, andado com Ele, vivido com Ele, sendo ensinados pelo próprio Deus em forma de Homem, o “Verbo que se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).
Não tinham mais desculpas para negar a Jesus, não tinham mais como fugir de uma tão grande revelação, de uma tão grande demonstração de amor da parte de Deus Pai para a humanidade dando “o Seu único Filho para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Foi Jesus que tinha escolhido os seus (v16), o desejo maior surgiu no coração de Jesus, pois o homem ainda não tinha desfrutado de algo tão esplêndido e maravilhoso, até a três anos atrás ninguém poderia escolher Jesus como nessa hora, como esses homens experimentaram e escolheram, pois nada tinha aparecido semelhante nessa Terra. O apóstolo Paulo disse em 1Co 2.9-10: “Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus.”.
Jesus disse em Jo14.6-10 “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras.
Tudo estava diante deles, tudo tinha sido revelado, porém faltava uma coisa que foi entregue em Atos 2.1-4, o poder do Espírito Santo, o Consolador, o Ajudador, a terceira Pessoa da Trindade, as regras tinham sido claras, “Eu mostrei tudo a vocês, Eu conquistei tudo para vocês, fiz tudo isso para que tudo quanto em Meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda” (v16), somente peço que “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15.7-14).
Eles tinham que viver o que pregavam, tinham que mostrar que tinha como o homem ser semelhante a Deus, mas um Deus que habitou entre nós, Jesus (1Pe 1.15) que como em Hebreu 4.15 diz: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”.
Mas os discípulos tinham que saber que tendo escolhido obedecer aos mandamentos teriam lutas, algo contra eles, o “mundo vos aborrece”, porém, “sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a Mim” (v18), porque não eram mais do mundo, tinham sido transformados, seriam perseguidos, alguns até mortos, porque tinham escolhido uma nacionalidade melhor, ser cidadãos de um Reino melhor, mesmo que para isso precisassem morrer na carne para que o espírito viva.
Mas deveriam saber que como ouviram Jesus pregar, teriam que guardaram suas palavras para que nada pudessem ter como desculpas de seus pecados, não seriam tolos de se desviarem de uma tão grande revelação a não ser um, para que se cumprissem as profecias (Is 53; Dn 9.26), então os apóstolos começaram a pregar como Jesus, guardariam tudo o que eles falassem contra o pecado e os que ouvissem não teriam desculpas também, porque passaram a conheceram tudo em relação a Jesus.
Jesus pregou contra todo o tipo de pecado pregou sobre o amor, perdão, servidão, para que se arrependessem e se convertessem ao Evangelho (mandamentos de Jesus), aceitassem a justiça de Deus e a Jesus como seu Salvador, seguindo também seus mandamentos e sendo um amigo de Jesus.

A todos que ouvindo as mensagens e os sinais como em Atos dos Apóstolos, não teriam desculpas dos seus pecados porque eles pregaram como Jesus veio e falou para eles, tinha mostrado a Sua glória a todos, Seu caminho estreito (Mt 7.14), pois ouvindo e se não escolhessem a Jesus e os seus mandamentos, passariam a odiar a Jesus e também ao Pai (v23) pois em Mateus 12.30 Jesus diz: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
O pecado tem esse efeito, de quem está em pecado odiar a Jesus por desejar viver em pecado, contra tudo o que Jesus ensinou e a carne não quer se submeter ao Senhorio de Jesus a Sua nova vida, mas desejam a morte e no futuro o inferno eterno.
Os laços do pecado também têm, para aqueles que encontraram a Jesus, o mesmo poder mesmo vendo tudo o que Jesus mostrou e revelou o de fazer para aqueles que são libertos voltarem e ficarem escravos novamente do pecado como no caso de Judas que se enforcou tendo trocando tudo de Melhor que Jesus revelou por trinta míseras moedas e um lugar ao lado direito de Jesus para uma condenação eterna no inferno.

O privilégio dos Cristãos
Em Efésios 1.3-14 o Apóstolo Paulo diz que “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça, que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência, fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra, nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo; no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória".
O apóstolo revela que a nossa condição é igual à dos apóstolos “nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo”, ou seja, também nos foi revelado que hoje temos condições de saber e conhecer sobre Jesus como os apóstolos que estavam com Jesus, Sua volta, o Seu Reino, o Pai e o Espírito Santo, está tudo tão mais claro, temos muita coisa a nosso favor para conhecermos a Deus, a Bíblia em quase todo o tipo de língua, vários tipos de Bíblia de estudo, achados arqueológicos que afirmam a existencia de todos os reis de Judá e Jerusalém, dois povos que são evidencia da história de Israel e de Jesus, a própria ciência está a nosso favor, internet, televisão com programas evangélicos, curas, libertação, as profecias quase todas cumpridas (2Tm 3.1-5; Mt 24-25 dentre outras) evidencias do poder de Deus, somos eleitos, somos benditos por sermos predestinados a sermos filhos de Deus por Jesus para o Seu propósito, para sermos para o Seu louvor, ouvindo os evangelhos (Seus mandamentos) para a salvação, sobre Seu Reino, temos a promessa dos dons do Espírito Santo (1Co 12.4-11), somos selados com o Selo que garante a vitória de Jesus, hoje o Espírito Santo nos diz a mesma coisa que Jesus disse aos apóstolos em João 14.11-12 “Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”. Para que “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai”, só devemos buscar e para quem quer obedecer aos mandamentos de Jesus também receberá as mesmas promessas dos Apóstolos pelo poder do Espírito Santo que se derrama em nós, porém muitos não tem buscado viver como os apóstolos viveram porque preferem ainda rejeitar os mandamentos como Judas rejeitou.

Rejeitando as Promessas
No texto que eu citei acima da carta de Paulo aos Efésios, o apóstolo deixa claro na primeira parte da carta sobre o regozijo pelo plano de Deus para os crentes, mediante a redenção efetuada por Jesus Cristo e pela obra do Espírito Santo, já na segunda parte, o apóstolo Paulo apresenta referencias de caráter ético segundo a unidade cristã, o novo andar, o amor, a humildade, as relações humanas construtivas, e a luta vitoriosa contra o mal, mediante a completa dependência das realidades espirituais, porém ele também escreve algo que deveria deixar muitos cristãos alertas e temerosos ao deixar de seguir alguns conselhos dado pelo apóstolo em Efésios 4.17-32:
Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na verdade da sua mente, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, tendo-se tornado insensíveis, entregaram-se à lascívia para cometerem com avidez toda sorte de impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o ouvistes, e nele fostes instruídos, conforme é a verdade em Jesus, a despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; a vos renovar no espírito da vossa mente; e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade.
Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia. Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (ver também Ef 5.3-8; 6.1-9).
Quantos cristãos entristecem o Espírito Santo todos os dias deixando o seu coração endurecer ao desprezar o mover e agir do Espírito ao voltar a praticar as coisas que faziam antes de aceitarem a Jesus como Salvador e a segui-Lo, deixando de ser renovados e revestidos do novo homem.
Entristecem o Espírito ao falar mentiras para seus conhecidos, parentes, para a pessoa que ama sem mais reconhecer que Deus tudo vê como diz o Salmo 33.13-15O Senhor olha lá do céu; vê todos os filhos dos homens; da sua morada observa todos os moradores da terra, aquele que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras”, não tem como esconder algo de Deus e sabemos que quando mentimos damos brecha ao diabo que é o pai da mentira (Jo 8.44).
Sabemos que a ira e permitida, mas ao deixa-la sair de sua mente pela sua boca, você começa a pecar quando ofende alguém deixando palavras saírem cheias de raiva e resentimentos, o Apóstolo Tiago no capítulo 3.1-12 diz o seguinte da língua:
Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce".
Quando nosso coração está cheio de coisa ruins ofendemos, magoamos, pois foi o próprio Senhor Jesus que disse que o que contamina o homem não é o “que entra pela boca pois o que entra pela boca desce pelo ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina”. (Mt 15.17-20)
Devemos deixar toda a amargura, a cólera, a ira, a gritaria, a blasfêmia e todo o tipo de malícia, quantas vezes eu presenciei cristãos maliciosos dentro da própria igreja na minha caminhada e muitas vezes fui até envolvido na malícia pelas brincadeiras que praticávamos em nossa liderança e eu mesmo estava sem discernimento que estava entristecendo o Espírito Santo com esse tipo de brincadeira, quantas vezes chegavam para mim desconfiando de determinado irmão sem ter realmente provas se ele estava certo ou não, quantas vezes minha esposa sofria quando chagava em casa e gritava com ela sem ter noção que ao fazer isso eu também entristecia o Espírito de Cristo e todas as vezes que praticamos isso estamos desprezando tudo o que o Espírito Santo nos revelou de melhor que Deus pode nos proporcionar, quantos estão vivendo uma vida arriscada dentro de sua casa, igreja, trabalho pensando que estão servindo a Jesus mas estão enganados em seus próprios pecados.
Tem muitos cristãos que não querem perdoar vivendo cada dia lembrando-se do erro que determinado irmão ou irmã cometeu ou seu amigo, ou conhecido e dixam seu coração endurecer sem lembrar que “se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas”. (Mt 6.14-15)
Esses pecados nos cometemos e não procuramos consertar antes que o sol se ponha deixando verdadeiros machucados na pessoa que amamos criando mágoas em seu coração sem ter noção que fazendo isso estamos fazendo com que Deus se entristeça, quantos cristãos que se envolvem com procedimentos ilícitos que são como furtar nos dias de hoje e acham isso normal, sem falar nos que xingam sem ter noção que palavrão também entristece ao Espírito Santo e procedendo assim andamos como os gentios  que estão “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração”.

Ninguém vai ter desculpas
Não temos desculpas para não seguir a Jesus, não temos como negar tão grande salvação, Jesus conquistou tudo também para nós e foi revelado a nós para que também ficássemos indesculpáveis, para que não pudéssemos argumentar com Deus no dia de prestarmos conta de tudo o que foi nos dado (Mt 25.14-30) e ao que negou tudo como a Judas, será chamado de servo inútil e lançado nas trevas exteriores.
Ninguém tem o que argumentar com Deus, pois tudo o que foi dado a todos não esteve ao seu alcance, ele não ouviu, não viu, Jesus disse em Mateus 5.45 “para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos”.
Nenhum cristão vai poder argumentar que não ajudou o próximo porque não sabia, porque não teve tempo por causa do trabalho, ninguém que se desviou poderá dizer que não teve forças para voltar a trilhar os caminhos de Jesus, pois na Bíblia está escrito em Hebreus 4.14 -16 “Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno”.

A promessa de um Avivamento
Em Ezequiel 36 há uma promessa de Deus para todos aqueles que precisam e querem ser mudados. Deus manda o profeta escrever para a nação de Israel no v31 “Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas iniqüidades e das vossas abominações”. A nação estava cometendo pecados que deixavam Deus irado, mas o Seu amor por Israel ainda era grande ao ponto de Deus decidir levar o povo ao arrependimento por amor ao Seu Santo Nome.
Os inimigos de Israel pensaram que eles foram tirados de sua terra porque Deus estava incapacitado de protege-los ou resgatá-los, ao serem feitos escravos, Israel havia falhado em mostrar aos gentios a Graça e a Misericórdia de Deus levando o Nome de Deus a ser profanado, então Deus decidiu mostra por amor ao Seu Nome a Sua Graça e Misericórdia aos gentios levando Israel ao arrependimento ao derramar “água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei” (v25), esse é o primeiro passo para a restauração, uma renovação interior purificando suas imundícias (Sl 51.7), o segundo passo era “dar um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne" (v26).
Todo o coração duro e espírito rebelde seria mudado para um coração de carne novo, flexível e fácil de ensinar e um espírito novo leva a uma nova vontade , uma nova atitude  de espírito capacitando a pessoa a andar nos mandamentos de Deus e a guardar seus juízos (Sl 51.10) e a pregar como Jesus pregou e o que é mais importante, tudo através do Espírito Santo, “Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis" (v27).
Ele mudaria o pensamento dos inimigos de Israel mostrando que Ele é um Ser Santo ao mostrar Seu amor derramado novamente ao povo de Israel, isso é Avivamento, não pelo povo de Israel, mas por Amor ao Nome do Senhor.
Eu tenho certeza que Deus irá fazer isso também para todo aquele que estiver em pecados cristão ou gentio, não será porque o indivíduo é fiel às tradições de determinado ministério e infiel aos mandamentos do Senhor Jesus ou porque é famoso conhecido pregador mas se encontra envolvido em enriquecimento ilícito, muitos estão profanando o Nome de Jesus cometendo escândalos.
Jesus irá se levantar de Seu trono e Derramar “Agua pura sobre nós” pelo Espírito Santo por Amor de Seu Nome, fazendo muitos serem purificados de suas imundícias (Sl 51.7) e mudando seu coração para um de carne e um novo espírito. (Sl 51.10)
Muitos vão se arrepender e viverão o Avivamento antes que Deus derrame a Sua ira sobre todo o pecado trazendo assim o período da tribulação e quem não quiser esse avivamento e continuar pecando, estará desprezando a restauração, será levado a provar a ira de Deus e assim o castigo eterno.

Desperta nação para o Avivamento, vamos valorizar o que nos foi dado.
Romanos 13.11-14 “E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes".
A noite é passada, e o dia é chegado; dispamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos, pois, das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.
O Senhor Jesus disse:
Eu mostrei tudo a vocês, Eu conquistei tudo para vocês, fiz tudo isso para que tudo quanto em Meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda” (v16), somente peço que “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15.7-14).
É hora de despertarmos, está chegando a hora em que vamos presenciar o segundo maior acontecimento que a humanidade já presenciou, a Volta de Jesus, é agora que devemos nos revestir de Jesus, ser cheios do Espírito Santo, aquele que tem o coração duro e um espírito imundo mudar para um coração de carne e espírito novo para sermos levados ao Avivamento e darmos o devido valor a tudo o que já foi revelado a nós, pregarmos contra tudo o tipo de pecado e a tudo que não agrada a Deus, sermos verdadeiros portadores  das Boas Novas, obedecendo aos mandamentos de Jesus e vivendo em nossa nova vida, “Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. (Ef 5.1-2), vamos despertar “Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do SenhorE não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.(Ef 5.14-21)
Somos cidadãos de um Reino muito melhor do que qualquer governo nessa Terra, e como tal nosso procedimento deve ser semelhante ao de Jesus, Ele mesmo disse que “estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos”. (Mt 28.20)
Se você traiu a Jesus, ou tem pecado através de algo que tem entristecido o Espírito Santo, não cometa o mesmo erro que Judas que se matou, faça como Pedro eu ao ouvir o Galo cantar depois de ter negado a Jesus três vezes, chorou amargamente e se arrependeu (Lc 22.61-62) e foi tratado por Jesus (Jo 21) e voltou a ser um “amigo de Jesus” tendo o seu coração mudado e um espírito novo e que ao ser cheio do Espírito Santo no dia de Pentecoste (At 2) pregou para uma multidão e cinco mil se converteram dessa pregação confirmando o que Jesus disse em João 14.11-12 “Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”. Para que “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai”.
Creia que ao se arrepender você também será chamado de amigo de Jesus, será cheio do Espírito Santo e fará muitas coisas para Jesus e juntos buscaremos o “Avivamento”.

Mateus 15.13 "Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer". Maranata, ora vem Senhor Jesus.


De Adailton Casarino

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Os 4 Tipos de Amor usados na Igreja nos dias de hoje.

Esse estudo tem a intenção de levar o cristão a entender e discernir porque muitos líderes e membros tem se confundido e sendo levados por caminhos que parecem ser o amor Ágape de Deus, mas não passa de amor falho e danoso do ser humano para o ser humano.

Primeiro devemos entender que os três primeiros amores descritos do ser humano, amor Philos, amor Storge e o amor Eros, não são de todo danosos para nós, pelo contrário, são úteis quando são dirigidos pelo Amor Ágape de Deus, foram dados por Deus, mas criados para agirem segundo o Amor Ágape e que são amores sujeitos a falhas, limitados e muitas vezes provocam em nós dúvidas que levam a questionamentos do porque certos cristãos agem com atitudes que criam até constrangimentos, mágoas ressentimentos e muitas vezes com escândalos porque permitiram que um dos três amores fosse usado sem que o Amor Ágape os controlasse ou dirigisse.

Por último quero falar sobre uma passagem que temos que priorizar em nossa vida que está em 1Co 13.1-13, porém devemos saber que esse amor descrito aqui no original grego é o Amor Ágape que também só é derramado pelo Espírito Santo de Deus e que se você tentar fazer o que está escrito ali dirigido pelos três primeiros amores desse estudo, não vai funcionar, vai ficar incompleto, como o Apóstolo Paulo define no v1, como o metal que emite um som oco quando batido ou um sino que emite seu som ao ser tocado.

1 – Amor Philos (Amizade)

O amor Philos relacionam-se com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. 

Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, Tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16), e é o que várias pessoas respondem para Jesus quando o Espírito Santo faz essa pergunta a que tipo de amor estão vivendo agora, e a resposta é “Sim, Senhor, Tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo”, mas a resposta que Jesus quer ouvir é “Senhor, Tu sabes que gosto de ti, que sou parte de Sua carne e Te amo como amor Ágape”.


Grandes amigos são embriagados do amor do tipo philos, neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente, desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos, sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim, philos é um nível de amor mais elevado do que eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade. Esse amor encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.

Philos é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um pouco para receber um pouco, numa proporção de 50% a 50%. Um casal pode viver razoavelmente bem com esse tipo de amor, enquanto cada um fizer a sua parte e as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua parte, ou se ocorrem circunstâncias adversas (crise financeira, enfermidade grave, tensões com parentes, problemas sexuais, problemas com os filhos etc), a amizade sofre. Philos não aguenta muita pressão. No fim, torna-se egoísta e exigente. Vêm os conflitos. A amizade vira inimizade. A única esperança para um casamento em conflito é o derramar do Amor Ágape, que cura toda a mágoa, perdoa, suporta e assim a amizade se torna mais forte e resiste aos problemas.

Muitos casamentos comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação com a companhia, os interesses e assuntos um do outro.

Um casamento não pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos e eu digo mais, para que chegue depois a um nível maior, tem que receber um derramar do Amor Ágape. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exasperá-lo no dia a dia da vida conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz?

Provavelmente você já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o Eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.

Philos é o meio caminho do amor verdadeiro, o Amor Ágape, Philos é um amor que troca, o Amor Ágape é um amor que dá sem querer receber nada em troca.


No Antigo Testamento, vemos uma passagem que confunde muitas pessoas que pensam que o amor entre o rei Davi e Jonas era o amor Eros, mas se enganam, pois não procuram informações sobre a escrita e sim desculpas para seus pecados sexuais, pois naquela época um relacionamento homossexual era condenado com a morte, e Davi tinha um coração segundo o coração de Deus (At 13.22) e tendo um coração segundo o coração de Deus, é saber que esse tipo de relacionamento desagrada a Deus e Davi não faria isso com Deus, e sabemos que Davi amava as mulheres, tanto é que a sua queda foi por amor de uma mulher (2Sm 11).

Agora a amizade entre o rei David e Jonathan, descrita no livro de Samuel, é considerada ideal - uma amizade na qual não havia cobrança, porém cada um dava o máximo de si próprio, naturalmente. Entretanto, como esse tipo de amizade é rara hoje porque confundem esse sentimento com o amor Eros pela malícia das pessoas.

A amizade pode chegar até o sacrifício da própria vida, para que o amigo viva e reine perfeitamente feliz. É uma escolha livre, preciosa e definitiva. Permite a confidência, por mais íntima que seja, sem temer nenhuma condenação, porque a pessoa se sente amada. Ela sabe dar e não mede o que recebe em troca. E anula qualquer distância.

O amor philos dentro da igreja sem o Amor Ágape gera as famosas “panelas”, que torna difícil que outras pessoas entrem nessas “panelas”, mas quando o Amor Ágape se derrama sobre o philos, vivemos o que o apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios12.12-27 sobre a unidade do corpo, a comunhão do corpo, o companheirismo, cada um contribui com algo necessário à vida comum e ao crescimento do todo, sendo assim, não haverá lugar para o orgulho, as separações dentro da igreja e entre as igrejas e nenhum sentimento inferior no Corpo de Cristo, pois cada indivíduo se torna essencial e importante para o funcionamento adequado do Corpo.

2 – Amor Storge (familiar)

Chamaremos esse amor de “amor de família”. É aquele sentimento que temos por nossos familiares que a sua presença é muito importante pelo conforto que nos proporciona, carinho, compreensão que recebemos e que ao deixarmos essa pessoa sentimos falta.


Mas tem também o amor Storge dos pais pelo filho que é a “ovelha com roupa de lobo”, que mesmo fazendo muitas besteiras, a mãe sofre na esperança que seu filho(a) volte a ser aquela criança que eles sempre amaram e viveram para dar o melhor.

Um excelente exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Sm21:10 e 11, onde “Rispa montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes, espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”, ou o amor de Rute em negar abandonar sua sogra Noemi quando essa pediu para suas noras abandoná-las pois Noemi não tinha nada mais para oferecer para elas (Rt 1.11-19), mesmo assim Rute preferiu deixar seu povo, para mudar e deixar uma declaração que emociona muitas pessoas até hoje: “16 Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. 17 Onde quer que morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim me faça o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”.


É o amor mais relacionado à família ( Rm 12.10) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.

O AMOR FAMILIAR num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.

A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais homoafetivos, adoção pelos avós e outros).

A relação familiar é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo, mas que tudo se torna mais compreensível se o Amor Ágape se derramar na família.

Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus pelo Amor Ágape, torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO FAMILIAR. A família foi a primeira instituição criada por Deus e esses relacionamentos familiares foram instituídos por Deus porque são bons.


3 – Amor Eros (Físico, sexual)

Eros é um amor que toma.


Por exemplo, Eros está representado no livro de Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã”. Nesse versículo, “amor” é uma representação para Eros. 

A primeira palavra grega é Eros. Aparece com frequência na literatura grega secular, mas não na Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a nossa palavra ERÓTICO.

Esse tipo de amor pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O Eros apresenta-se como amor pelo outro, mas é amor por si próprio.


Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre.

Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca.

Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro ou companheira para toda a vida, com base apenas no Eros. As relações físicas são antecipadas; a intensidade do Eros prejudica o amor genuíno. Os namorados, mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor.

A ênfase exagerada no Eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo (perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é sinônimo de “fazer amor”.

Casamentos construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento. O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento

• consolidado,
• comprometido e
• crescente.

Se você cometeu o erro de se casar (formal ou informalmente) na base do Eros, apenas, aqui está uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Desde que o casal deixe o Amor Ágape se derramar no relacionamento, não crescerá automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento é o Amor de Jesus se derramando através do Espírito Santo, assim esse amor Eros deixará de atuar somente no desejo sexual e crescerá para o amor Philos e Storge completando o casal ao nível que Deus quer, então é muito importante o casal deixar o Amor Ágape entrar também nesse relacionamento.


4 - Amor Ágape (Amor Incondicional)

Chamaremos, portanto, o Amor Ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor encontra-se na história do bom samaritano (Lc 10:29–37), que é contada para ilustrar o amor (ágape) ao próximo (v. 27).

Quando o samaritano olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (Eros). O homem que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os samaritanos se odiavam (não tinham amor storge).

O homem deixado à beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível para o viajante ajudá-lo? Ele era semelhante, um ser humano e o bom samaritano disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor ágape. Esse tipo de amor não espera nada em troca.

Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito... a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se referiram ao amor de Deus.

(Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10). O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-o como nosso Salvador e Senhor, Deus derrama seu amor em nosso coração (Rm 5.5).

A partir daí, espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos relacionamentos, principalmente com o cônjuge. (Ef 5.25 e Tt 2.3-4).

Isto não é fácil... Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor... E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A duras provas descobrimos que é preciso amar primeiro com amor ágape! 

Em I Jo 4, há várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de Deus por nós ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração.

Deus nos ama como somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas. Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do seu amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl 5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do termo.

Note que esse amor não é um esforço que fazemos porque é a única maneira de conseguirmos que certa pessoa nos ame.

Esse Amor, o Amor de verdade, é o amor que Jesus derramou aos seus discípulos quando os mandou na grande comissão (Mt 10) para pregar, dizendo: É chegado o reino dos céus curando os enfermos, ressuscitando os mortos, limpando os leprosos, expulsando os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

Para não se preocupar com as coisas desse mundo, nem com o sustento de cada um, não se apegando ou sendo sustentado pelo ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos, nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.

Nesse capítulo 10 tem uma ordem que para ser cumprida por nós deve-se desejar o Amor Ágape para essa missão como, por exemplo tomar a sua cruz, e seguir a Jesus e se não fizer assim não é digno Dele.
Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor (Ágape) de mim achá-la-á. Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo. E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

Quem é esse pequenininho? A resposta está em Mateus 25.31-46, “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; 36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? 39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? 40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

Somente os que estavam a direita estavam sendo cheios do Amor Ágape e obedeceram cuidando de todos os necessitados e não somente os de suas amizades (amor Philos), ou os familiares (amor Storge), ou seus relacionamentos sexuais (amor Eros), Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo? (Mt 5.46-47)

Devemos buscar de todo nosso coração esse Amor Ágape, pois só assim faremos essas coisas e escaparemos da condenação eterna, Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim. E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna (Mt 25.45-46).

Em qualquer dos três primeiros amores, quer no relacionamento conjugal, quer no relacionamento familiar, amizades, quando o Amor Ágape comanda, o marido ou esposa não tenta mudar o cônjuge, não cobra dele o amor desejado, os amigos tem uma amizade como o rei Salomão escreveu em Provérbios 18.24 “mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão”. Aos irmãos de sangue sejam tão unidos aos ponto de trabalharem juntos como Pedro e André e João e Tiago que quando um (André) encontrou a Jesus foi logo avisando o outro irmão (Pedro) sobre o Messias (Jo1.40-42).
Quando o Amor Ágape se derrama nos corações, simplesmente as pessoas se amam, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, a pessoa que amamos, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras passagens ensinam esta mesma verdade ( Lc 6.38; Gl 6.7). Ágape é o Amor que dá, de graça; dá tudo e não espera nada em troca.

 "Ágape" em grego significa "amor". Esse é o amor fraternal e espiritual entre camaradas, irmãos e irmãs, entre a família, entre casais e seus filhos (quando de fato existe a entrega aceitando a Jesus para que Ele trate dos defeitos e limitações dos três primeiros amores), entre o seu próximo e te leva até a amar seus inimigos (Mt 5.39-45). Ágape é o amor afetivo isento de conotações sexuais, isento de segundas intenções, isento de malícia e de interesses pessoais. Sendo Ágape o amor de afeição, é também amor de satisfação, pois uma fraternidade, quer seja entre irmãos de sangue ou não, quer seja entre esposo e esposa, quer seja entre um núcleo familiar, etc., esse amor satisfaz porque é compartilhado e tem resposta entre todos aqueles que se amam e se reúnem para formar uma fraternidade de homens, mulheres e crianças. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).


O Amor Ágape diz que devemos aprender e viver 1 Cor 13

Depois de aprendermos a diferenciar sobre os amores e reconhecer que o melhor para nós e buscarmos o derramar do Amor Ágape, o Apóstolo Paulo depois de ensinar sobre os dons da Igreja do porque, da utilidade e importância que o Espírito Santo distribui esses dons para a Igreja, o Apóstolo Paulo começa a dizer sobre um caminho ainda mais excelente (1Co 12.31) para que ao receber um desses dons, a pessoa não faça o que muitos cristãos estão fazendo, executando esses dons pelos três amores carnais e não pelo amor Ágape

Se eu não amar meu próximo como a mim mesmo, não amo meus inimigos, não amo quem me ofende, quem me persegue, se somente faço o bem a quem eu amo, eu estou vivendo um dos três amores falhos e não o amor Ágape.

Esse amor descrito aqui é uma linguagem figurada para ensinar que falar e viver sem esse tipo de Amor Ágape, é tão vazio, ou sem sentido quanto fazer qualquer tipo de barulho.

Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

O Amor "Ágape" é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor é uma característica de Deus. Em João 3:16a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um relacionamento nos amores Philos, Storge e Eros no casamento, amizade e entre irmãos, fundamentados no Amor Ágape pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos qualquer relacionamento no Amor Ágape, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço, dedicação e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um relacionamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor, baseados na Palavra de Deus que é onde aprendemos sobre o Amor Ágape.


Deus não aceita qualquer ato de generosidade, doação ou sacrifício que não seja motivado, primeiramente, pelo amor de Jesus (Ágape). Mesmo que os atos de martírio, quando provocados pelo egoísmo ou fanatismo político religioso, são absolutamente rejeitados por Deus, são considerados sacrifícios de tolo, Salomão escreveu em Pv 21.27 “O sacrifício dos ímpios é abominação; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!”

1 Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas e são evidencias que o Amor Ágape está sendo derramado em nossa vida:

1. A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se tenho dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangado, nunca levanto a voz ou perco a calma, tenho paciência com pessoas imperfeitas, com pessoas que ainda não conhecem a Salvação de Jesus e estão cegas pelo pecado.

2. Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se tenho esta tão preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo. O Amor que vem de Deus (Ágape) tem dupla característica, não espera ser amado primeiro para retribuir, mas toma a iniciativa e age com misericórdia (benignidade). Quantos que estão na igreja ainda não se deram conta sobre o Amor Ágape e não tratam com misericórdia sobre aqueles que nos maltratam e ofendem e guardam em seu coração mágoas e ressentimentos e não liberam perdão esquecendo que Jesus disse que aquele “não perdoar aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoarás as vossas ofensas”, e sendo assim não terão a vida eterno no céu.

3. A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu, eu simplesmente vibro quando meu irmão está acima de mim ou recebe uma benção primeiro que a minha, pois em 1 Coríntios 12.25-26 diz, “para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele”.


4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo, marido, amigo ou irmãose sinta inferior ou deixado de lado, é um “Bem-aventurado, pois não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite” (Sl 1.1-2).

5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma, antes procuro servir ao meu irmão como Jesus serviu os discípulos e lavou seus pés na última ceia (Jo 13.1-10), e procuro servir aos meus irmãos.

6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia, muitos cristãos estão esquecendo disso e fazem piadinhas e dão rizadas quando veem as heresias dentro da igreja se esquecendo que Deus se entristece com isso pois terá que agir com Seu juízo sobre essas pessoas como agiu com Israel nopassado. 

7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, a quem eu quero o bem buscando, não insisto ou exijo os meus próprios direitos, pelo contrário coloco os interesses alheio acima do seu, é seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.

8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, não é propenso à ira e nem fico facilmente amargurado. Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou super- sensível, tem pessoas que ficam irritadas dias e dias com a pessoa que ama, sendo que o Apóstolo Paulo disse para não deixarmos o sol se pôr sobre nossa ira (Ef 4.26), ou seja para não dormirmos com raiva, resolver aquele assunto antes que o dia amanheça, pois só assim estaremos tapando as brechas dos nossos relacionamentos e fazendo o Nome de Jesus ser glorificado.

9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.

10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.

11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro (1Co 12.25-26).

12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo, o Apóstolo Paulo, mestre nessa área diz “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte” (2Co 12.10), pois é aí que o Amor Ágape se derrama naqueles que sofrem sabendo que o Senhor Jesus nos dará forças para continuar.

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13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus. Quantos desistem de seu casamento, amizade, de seus irmãos, (mesmo em oração, pois talvez ele não ouça mais seus conselhos, mas Deus ouve suas orações), pois se cansaram de esperar o milagre e transformaçãode Jesus sobre a pessoa que amamos.

14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo, pois para Deus nada é impossível.

15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.

Finalmente, podemos dizer que o Amor Ágape é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O Amor Ágape também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.


Busque a Jesus, você que ainda não é cristão, deixe Jesus entrar no seu relacionamento e o transforme para melhor, deixe o Amor Ágape ser derramado no seu amor, aceite a Jesus como seu salvador.

Você que é cristão e até hoje confundiu o Amor Ágape de Deus pelo amor Philos, amor Storge ou o amor Eros, já é hora de se arrepender e clamar ao Espírito Santo para que derrame do Seu Amor Ágape e transforme os demais em bênçãos para sua vida, dos que estão na sua casa, trabalho e aqueles que precisam. Abraços


De Adailton Casarino.

Fontes que ajudaram a escrever essa matéria: www.webservos.com.br;

http://solascriptura-tt.org/DoCoracaoDeValdenira/AmorQDevemosAprender-Valdenira.htm